Música evangélica em alta

Música evangélica em alta


Nos anos 80, o rock nacional viveu um “boom” com a revelação de cantores e bandas que tinham letras controversas e rebeldes, mas que, por outro lado, não deixavam a desejar no que diz respeito à qualidade musical. Esses grupos foram, com certeza, uma influência para tal geração, tanto para músicos quanto para ouvintes. Já a música gospel durante esse mesmo período era marginalizada. Hoje, porém, nos deparamos com um novo movimento que, do ponto de vista cristão, podemos considerar como um “despertar”.

Há anos, a música evangélica brasileira vem tentando trazer qualidade aos rádios e aos lares do Brasil. Muitos foram os exemplos de superação e persistência, já que, até a década de 1980, a música evangélica no Brasil ainda não dispunha de tantos recursos tecnológicos que tem hoje.

Atualmente, a música evangélica movimenta R$ 1,5 bilhão e é o segundo estilo musical mais ouvido do país. Esse fenômeno se dá pelo fato de o público cristão ser contra a pirataria de CDs e DVDs. Somado ao fato, claro, de que o crescimento do número de evangélicos no país aumentou, chegando a 42,3 milhões, segundo censo do IBGE divulgado em julho.

Em plena era da tecnologia, um CD evangélico não perde mais em nada para a qualidade secular. Há uma super profissionalização do gênero. Uns criticam, outros se aproveitam financeiramente, mas o melhor mesmo a fazer é usar essa abertura para evangelizar. E é possível observar que isso é exatamente o que muitos têm escolhido. A popularização é tão extensa que hoje é possível ouvir música evangélica em trens, metrôs, ônibus, transportes alternativos, terminais, grandes centros urbanos ou até em lojas, mesmo quando não especializadas em vendas de produtos para o segmento.

por Israel Leonardo Férsil

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