Descoberta atesta história de Sansão

Descoberta atesta história de Sansão


Outro achado confirma relato sobre costume da Lei de Moisés


Uma equipe de escavação arqueológica anunciou no início de agosto ter encontrado em Israel um artefato que descreve a luta de Sansão com um leão, narrada no Antigo Testamento, em Juízes 14.5,6. O professor Shlomo Bunimovitz e o doutor Zvi Lederman, da Universidade de Tel Aviv, coordenam uma equipe que está escavando o “Tel” de Beit Shemesh, nas colinas da Judeia, próximo a Jerusalém. Ali, eles encontraram um pequeno selo de pedra circular, com menos de uma polegada de diâmetro, que retrata um homem com cabelo comprido lutando contra uma figura felina.


O detalhe é que o artefato foi encontrado perto do rio Sorekm, que servia como a antiga fronteira entre Israel e os territórios filisteus, e a sua datação aponta para o século 11 a.C., o que coincide com a data bíblica para a época onde governavam os juízes em Israel, dentre eles Sansão.


A Bíblia afirma que a história de Sansão e o leão era por demais conhecida pelos filisteus (Juízes 14.17), estando relacionada a incidentes marcantes que se seguiram entre eles e Sansão (Juízes 14.17-15.20). O relato bíblico declara: “Naquele tempo, os filisteus dominavam sobre Israel. Desceu, pois, Sansão com seu pai e com sua mãe a Timnate; e, chegando às vinhas de Timnate, eis que um filho de leão, rugindo, lhe saiu ao encontro. Então, o Espírito do SENHOR se apossou dele tão poderosamente que despedaçou o leão, como quem despedaça um cabrito, sem ter nada na sua mão” (Juízes 14.4-6).


Sansão também marcou os filisteus profundamente por ter-lhes proporcionado derrotas históricas (Juízes 15.8,14-20; 16.23-31). Lembrando ainda que, como asseveram os arqueólogos, conforme o costume daquele período, as pessoas tinham por hábito gravar em pequenas pedras representações de grandes acontecimentos locais de suas épocas. E, às vezes, essas pedras também serviam como selo.


O jornal israelense Haaretz, que primeiro divulgou o anúncio da descoberta, lembra que alguns arqueólogos mais céticos tentaram inicialmente minimizar a força do achado, especulando que o selo poderia não representar o Sansão bíblico, mas, sim, tratar-se da história de um herói local que lutou com um leão e que, mais tarde, teria sido associado ao relato bíblico sobre Sansão. Porém, a maioria dos pesquisadores discorda dessa teoria criada de última hora, afirmando que não há razão para acreditar que a referência não seja a mesma pessoa.


História de costume é confirmada


Os arqueólogos envolvidos nessa escavação também estão fazendo uma pesquisa na região para estudar as diferenças culturais entre os filisteus – que atravessaram o Mar Egeu –, os primeiros cananeus e os judeus. Sobre esse estudo, um dos dados marcantes é que foi encontrada uma grande quantidade de ossos de porco no território dos filisteus, mas não havia vestígios desse animal no território israelense. Isso mostra que os habitantes locais optavam por não comer carne de porco, conforme os costumes bíblicos relatados no Pentateuco, o que confirma a antiguidade dessa observância como afirma a Bíblia.


“Esses tipos de detalhes”, disse Bunimovitz ao Haaretz, “estabelecem uma fronteira clara no processo social em que os dois grupos hostis tiveram. Suas identidades foram formadas de maneiras distintas, e isso influencia suas fronteiras ainda hoje”.


Mais outro achado sobre o juiz Sansão


No início de julho, uma expedição de arqueólogos norte-americanos encontrou uma imagem de Sansão em um mosaico na parede de uma antiga sinagoga em Huqoq, na Galileia, datada do século IV. Essa antiga aldeia judaica fica a poucos (cerca de três) quilômetros a oeste de Cafarnaum e Migdal (Magdala).


“Essa descoberta é significativa porque um pequeno número de sinagogas antigas é decorada com mosaicos que mostram cenas bíblicas. Apenas dois outros locais têm cenas com Sansão”, explicou Jodi Magness, da Universidade da Carolina do Norte, coparticipante da escavação.


“Esses mosaicos são também importantes devido à sua alta qualidade artística e ao pequeno tamanho dos cubos de vidro. Isso, juntamente com o tamanho monumental das pedras usadas para construir as paredes da sinagoga, sugere que houve um elevado nível de prosperidade nesta cidade. É claro que o edifício era muito caro”, disse Magness, que concluiu dizendo que “as escavações estão previstas para terminar no verão de 2013”.


O mosaico encontrado tem uma riqueza de detalhes sobre a passagem do livro de Juízes, onde Sansão usa 300 raposas para incendiar os campos dos filisteus.


As escavações estão sendo realizadas por Jodi Magness, da Universidade da Carolina do Norte (EUA), e por David Amit e Kisilevitz Suá, ambos da Autoridade de Antiguidades de Israel, sob os auspícios da Universidade Brigham Young em Utah (EUA), da Universidade da Trindade, no Texas (EUA), da Universidade de Oklahoma (EUA) e da Universidade de Toronto, no Canadá.


Esta segunda temporada de escavações revelou partes de um piso de mosaico, com uma decoração deslumbrante dentro da sinagoga. O mosaico é feito de pequenos cubos de pedra colorida de alta qualidade e inclui uma cena que mostra o posicionamento das tochas de Sansão nas caudas de 300 raposas, como relatado em Juízes 15.


O mosaico também contém uma inscrição em hebraico, um medalhão decorado com dois medalhões menores, localizados em ambos os lados, e pinturas deslumbrantes sobre as cabeças de cerca de duas mulheres.


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