Internado em um CTI, o pastor Wagner Almeida recebera o diagnóstico de “um tumor na parte frontal direita do cérebro”
O pastor Wagner Almeida, da igreja Assembleia de Deus do Campinho, no Rio de Janeiro (RJ), desde o ventre já tinha uma sentença de morte traçada. Quando sua mãe Marine Silva, ainda grávida dele, ia visitar na cadeia o marido, Valdécio de Almeida, todos diziam: “Olha aí, mais um bandido que estará aqui em breve. Porque filho de bandido bandidinho é”. Porém, os planos do Senhor para essa criança eram bem diferentes e nenhum deles seria frustrado. Wagner, de fato, foi parar naquele mesmo presídio, não como detento, mas como embaixador da maior e mais verdadeira liberdade: a Salvação em Cristo Jesus. Aquele que para o mundo e o Diabo já estava condenado a ser mais um dos presos naquele lugar, lá retornou para pôr inúmeros cativos em liberdade.
O chamado que o Senhor tinha de antemão para o seu servo
nasceu antes mesmo do pastor Wagner, há mais de 13 anos, ter dado frutos para a
glória de Deus - hoje, são inúmeros presos convertidos na congregação Lemos
Brito e no presídio Bangu 6, na zona oeste do Rio de Janeiro, além do curso de
Teologia oferecido pelo ministério, evangelismo de familiares dos detentos e
tantos outros milagres que o Senhor tem operado nesses lugares. Através do trabalho,
por exemplo, alguns cursaram Teologia ainda presos e, hoje, de volta a sociedade,
testemunham com suas próprias vidas sobre o poder redentor do amor de Deus.
Como é o caso do filho espiritual do pastor Wagner, Washington Veloso, que, após
cumprir pena de 17 anos no local, atualmente é pastor da Assembleia de Deus em
Lote Quize, Parque Afonso, em Duque de Caxias (RJ).
“O Senhor tem feito maravilhas naquele lugar. Onde abundou o
pecado superabundou a graça de Deus”, afirma Waguinho, que também é funcionário
do Setor de Arte da CPAD.
Mas, esse jovem obreiro enfrentou outro grande desafio, que ameaçou
a sua vida. Em abril de 2009, após um dia de trabalho quase como outro qualquer,
ele conta que uma simples dor de cabeça foi piorando até o ponto de ficar desesperadora.
Mas, ainda julgando se tratar de algo simples, ele foi até um hospital sozinho.
“Os médicos me deram medicamento na veia, fiquei em observação
e, mesmo assim, a dor não passava. Depois de horas, a equipe médica começou a
ficar preocupada e me deram ‘contraste’ para fazer uma ressonância às pressas.
Depois disso, não me contaram nada, só disseram que eu tinha que ser internado”,
relata o pastor.
Após a ligação do seu marido explicando de maneira eufêmica o
que estava acontecendo, a irmã Sheila de Almeida correu até o local a tempo de
acompanhá-lo na ambulância. Havia sido determinada sua transferência a um
hospital melhor na Tijuca, zona sul do Rio de Janeiro, onde foi imediatamente
internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI).
“Os médicos começaram a colocar em mim aquele monte de fi os
até que eu vi minha esposa do lado de fora, recebendo minhas roupas, e vi a lágrima
rolando no seu rosto. Aí foi muito difícil. Precisava saber o que estava
acontecendo”, conta pastor Wagner.
Apesar de todo aquele processo angustiante, o pior ainda
estava por vir. No CTI mesmo, ele recebeu a notícia de que a maioria encara
como uma sentença de morte: “Você está com um tumor na parte frontal direita do
cérebro”.
Ele conta que mesmo os médicos não sendo nem um pouco sutis para
dar o diagnóstico e explicar o que ele significa, nada doeu tanto quanto ver
sua esposa chorar. “Digo com sinceridade que nada tinha me abalado, nem a
notícia, nem o jeito indiferente dos médicos, nada. Até ver aquela lágrima. Ver
a Sheila chorar mexeu comigo, fez meu coração estremecer”.
Porém, mesmo com o choque e dezenas de pensamentos que ocorrem
a qualquer um em situação semelhante, com serenidade e brilho nos olhos, o pastor
Wagner diz: “Deus me confortou de uma maneira indescritível. Eu simplesmente cria
com convicção no Seu poder para me curar. Mas, ao cogitar que talvez a Sua vontade
fosse não o fazer, eu também sentia muita paz”. E completa: “Apesar de não querer
deixar minha esposa e meu filho, me sentia preparado para encontrar o Pai!”.
Sheila nem sabe descrever o que sentiu naquele que foi um dos
momentos mais angustiantes da sua vida. “Fiquei paralisada... Gelada..., Mas, ao
mesmo tempo, me senti amparada, senti um conforto de Deus que não dá para
descrever”.
Quando ela chegou em casa, precisou explicar para o seu filho,
também Wagner, de apenas três anos, que o papai não iria retornar naquela
noite.
“Ele me chamou para orar, como de costume. Mas, dessa vez fez
algo diferente. Eu não me lembro da oração que ele fez, foi rápida, mas com fé e
autoridade. O que me marcou é que, por uma atitude espontânea mesmo dele, colocou
a mãozinha no travesseiro do seu pai e pediu a Deus para ele voltar para casa, curado”,
relembra. O pastor Wagner recorda claramente que naquela mesma hora da oração
de seu filho em cada, lá no hospital onde ele estava, a dor persistente e perturbadora,
que nenhum medicamento sequer aliviava, foi embora.
“Minha dor cessou, dor que antes não tinha passado com nenhuma
medicação, mesmo no CTI, tomando toda hora algum remédio. De manhã, eu ainda me
sentia bem e quando fui fazer um outro exame, não apareceu mais nada, tumor algum,
sombra nenhuma, tudo estava normal. Deus tinha ouvido a oração do meu filho de
três anos!”
Para a glória de Deus, os laudos médicos vêm com o relato de
que ele entrou com um tumor no lado frontal direito do cérebro e, após exame no
crânio, dias depois, estava tudo normal.
O pastor Wagner hoje continua cumprindo firmemente o seu chamado,
sendo um canal de Deus para transformar muitas outras sentenças sobre a vida
das pessoas que evangeliza por onde passa.
por Renata Santos
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