Curada milagrosamente de doença rara

Curada milagrosamente de doença rara


Além de enfrentar infarto, câncer e trombose, ela foi liberta da cadeira de rodas

Quem vê a irmã Taiane Colares Queiroz Gali pregando ou cantando nas igrejas não imagina tudo o que ela já enfrentou. Cristã desde os 6 anos, tendo se convertido juntamente com o pai, Taiane passou a viver experiências mais profundas com Deus aos 33 anos.

Tudo começou em março de 2018, durante um Círculo de Oração na igreja em que é membro, a Assembleia de Deus, em Porto Velho (RO). Na ocasião, uma irmã orou por Taiane e, naquele momento, ela sentiu uma forte dor no coração: era um infarto. Usada pelo Senhor, a irmã repreendeu o espírito da morte e, após a oração, a dor cessou. “Naquele dia, Deus falou comigo que eu deveria passar pelos médicos para que tudo ficasse registrado, pois algo não ia bem com a minha saúde. Eu viveria, na minha carne, aquilo que cantava e pregava sobre Ele”, lembra.

Uma semana depois, Taiane estava escalada para cantar no Congresso de Missões. Durante o evento, um pregador, usado por Deus em profecia, disse que o Senhor tocaria na saúde dela, mas lhe daria vitória, pois havia sido escolhida para a obra.

Ela, porém, não imaginava o que ainda estava por vir. Um mês depois, foi diagnosticada com três nódulos no intestino e precisou passar por cirurgia para retirá-los. Em seguida, começaram fortes dores causadas por complicações. Até então, ela ainda não sabia exatamente o que enfrentava. Em meio ao sofrimento, chorando diante do espelho, Taiane recebeu uma visão do Senhor. “Eu me via sem cabelo, com câncer, usando um lenço na cabeça e muito pálida. Na visão, o Senhor me dizia: ‘Olha do que Eu estou te livrando, de um câncer’”, recorda.

Quando saiu o resultado da biópsia, os médicos constataram que os nódulos haviam se unido em um só: era o início de um câncer no intestino, considerado agressivo e silencioso. Geralmente, pessoas acometidas por esse tipo de câncer só descobrem a doença em estágio avançado e vivem, no máximo, três anos. No entanto, contrariando todos os prognósticos médicos, Taiane descobriu a tempo e conseguiu retirar tudo durante a cirurgia. Um verdadeiro milagre.

Apesar disso, as experiências com Deus estavam apenas começando. Alguns dias depois, ao retornar às aulas do Curso de Missões, uma colega de turma a abraçou, começou a chorar e a clamar a Deus. Ela dizia ver a perna de Taiane completamente preta, embora fisicamente estivesse normal. Tratava-se de uma visão.

Na mesma semana, Taiane foi internada às pressas com fortes dores na perna direita, além de problemas intestinais e estomacais. Após os exames, o médico diagnosticou uma trombose, mesmo sem sinais visíveis na perna. “Em outro exame, ele percebeu que havia pouca circulação e disse que era grave e poderia ser fatal. Na mesma hora, chamou outros médicos para aplicar o anticoagulante, mas Deus me curou, e minha perna continuou perfeita”, testemunha.

Com o passar do tempo, sua saúde continuou piorando. Novos exames revelaram que o intestino estava paralisado. “O médico disse que não havia o que fazer, pois uma cirurgia poderia agravar ainda mais o quadro”, lembra.

Mesmo diante de dores intensas, Taiane permaneceu firme na fé. No segundo domingo de agosto de 2018, ela acordou falando em línguas estranhas e recebeu mais uma visão. “Vi um anjo aplicando três soros gigantes, e Jesus dizia que iria me operar. Algo saiu de mim. No dia seguinte, consegui sentar para me alimentar, mas o intestino ainda permanecia paralisado”, relata.

A jovem passou a ter hemorragia e o exame do índice de câncer ficou alterado, mesmo após retirar dois tumores. Além das fortes dores pelo corpo, ela passou a ter convulsões, chegando a perder a consciência e a dar entrada na emergência, paralisada da cintura para baixo. “Eu chorava sem parar, com muita dor. Tive perda parcial de visão, fala e memória, mas saí do hospital sem solução”, explica.

Somente em março de 2020 veio o diagnóstico definitivo: síndrome de Behçet, uma doença rara, autoimune, grave e incurável. “Os médicos disseram que era um milagre eu estar viva após dois anos em crise, sem tratamento. Quando iríamos iniciar as medicações para conter o avanço da doença, acordei com a região próxima ao fêmur roxa e fui encaminhada para a UTI. Porém, era o início do primeiro lockdown por causa da Covid-19, e optamos por permanecer em casa, confiando que o Senhor continuaria me livrando”, relembra.

Com o avanço da doença, os dois fêmures foram comprometidos e Taiane passou a depender de uma cadeira de rodas. Cirurgias já não eram mais possíveis, pois o corpo rejeitaria próteses. Naquele momento, os médicos afirmaram que, se ela sobrevivesse, ficaria com sequelas irreversíveis.

Mesmo assim, Taiane permaneceu fiel a Deus. Em uma visão, o Senhor lhe mostrou o intestino escurecido, e o médico afirmava tratar-se de isquemia. Outra irmã teve a mesma visão. Mais tarde, exames com o gastroenterologista confirmaram o diagnóstico, mas a cirurgia foi descartada por ser de altíssimo risco.

A igreja permaneceu em oração. Foram quatro anos acamada, sendo dois deles utilizando cadeira de rodas. Durante todo esse tempo, diariamente, Taiane cantava o hino 7 da Harpa Cristã: “Cristo cura sim”. Até que um dia o milagre aconteceu! “Ouvi uma orquestra celestial tocando, e o Senhor me disse: ‘Chegou o tempo de te levantar. Levanta e anda’. Dei meus primeiros passos, meu intestino voltou a funcionar e minha visão foi restaurada”, testemunha.

No culto da virada de 2021, Taiane entrou na igreja caminhando, sem a cadeira de rodas. A alegria tomou conta da congregação ao vê-la de pé. “Hoje estou bem, não tenho sequelas e há mais de quatro anos não faço uso de nenhuma medicação para essa doença, para a glória de Deus”, finaliza.

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