A oração da fé, citada em Tiago 5.15, também tem poder para perdoar pecados, mesmo que a pessoa não tenha se arrependido? Como entender essa questão?
Sobre a seguinte indagação. “A oração da fé, citada em Tiago 5.15, também tem poder para perdoar pecados, mesmo que a pessoa não tenha se arrependido?”, lembramos que este é um assunto de suma importância, sobre o qual trazemos, neste comentário, as duas seguintes considerações:
Primeiro, a Carta de Tiago foi destinada, exclusivamente, à
igreja espalhada por diversas regiões do Império Romano e, por extensão, aos
cristãos de todos os tempos. Assim está escrito no primeiro versículo: “Tiago, servo
de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que andam dispersas: saúde”
(Tiago 1.1). A carta, portanto, é dirigida aos cristãos de todos os tempos e lugares,
e não a pecadores não convertidos.
Segundo, a oração da fé, mencionada no versículo 15, não se refere
à salvação de pecadores, mas à cura divina de irmãos que, porventura, estivessem
doentes na igreja. Nesse caso, os presbíteros — que exerciam diversas funções
na igreja primitiva — eram chamados para ungir o doente com óleo: “Está alguém
entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o
com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o
levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tiago
5.14,15). O trecho “a oração da fé salvará o doente [...] e, se houver cometido
pecados, ser-lhe-ão perdoados” (v.15) refere-se à restauração da saúde física
do enfermo e ao perdão dos pecados, caso os tenha cometido.
Muitas vezes, certas enfermidades são consequências de pecados
não confessados. Nesses casos, é necessário que haja arrependimento e
confissão, para que ocorra a cura: “Confessai as vossas culpas uns aos outros, e
orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito
em seus efeitos” (Tiago 5.16). O ato da unção com óleo é considerado um símbolo
da cura divina, operada pelo poder do Espírito Santo sobre a pessoa enferma.
Assim sendo, esperamos ter contribuído para a elucidação dessa
aparente discrepância nas Escrituras. Que a paz e a graça de Cristo permaneçam
para sempre sobre o Seu povo!
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