Desenganado pelos médicos, Jonas teve uma experiência com Deus no hospital
Vítima de uma descarga elétrica de alta tensão, o irmão Jonas Valêncio da Silva, do Rio de Janeiro (RJ), pode dizer que já passou pelo vale da sombra da morte. Em 4 de maio de 2024, ele estava trabalhando em uma obra na própria casa, dando início à construção da residência da filha na parte superior, quando houve o acidente. Jonas estava em cima de um telhado de alumínio, puxando uma coluna de ferro que serviria de viga. Em um rápido descuido, a coluna de ferro encostou no fi o de alta tensão. “Como moro em comunidade, os fi os acabam ficando próximos das casas. Por outro lado, eu estava a uns seis metros de altura, e a coluna de ferro era grande, tinha seis metros de comprimento”, lembra.
Observando o esposo trabalhar, Márcia Valêncio percebeu que
o ferro iria encostar no fi o, mas, antes que pudesse alertá-lo, o ferro
encostou. “Recebi uma descarga elétrica muito forte. Para se ter uma ideia, 127
volts alimentam toda uma casa, e recebi uma descarga elétrica de 13 mil volts.
Essa carga foi confirmada pelo técnico da Light [empresa de energia elétrica do
RJ]. Era para já cair morto!”, disse Jonas.
As pessoas que passavam pela rua presenciaram tudo. Por
alguns segundos, Jonas ficou preso, o que foi sufi ciente para ter queimaduras de
2º e 3º graus no tórax, braço, glúteos, mãos, punhos, coxa, perna esquerda e pé
esquerdo, além de outras de menor gravidade. “Não conseguia me mexer, falar, gritar,
nem pensar. Meu cérebro parou por segundos enquanto eu recebia a descarga
elétrica. Senti toda aquela carga passando pelo meu corpo, que balançava com a força
da energia. Uma sensação horrível!”, lembra. Naquele momento, houve um grande
estouro: uma bola de fogo apareceu no fio e a energia da rua foi desligada. “O
meu genro me disse que saía fumaça do meu peito. Esse foi o local onde tive o
ferimento mais profundo”, explica Jonas, que é membro da congregação Monte das
Oliveiras da Assembleia de Deus de Bonsucesso.
Ainda sem conseguir se mover, certo de que corria risco de morrer,
Jonas só falava com Deus: “Senhor, tem misericórdia da minha alma!”. Um vizinho
que presenciou todo o acidente gritou: “Seu Jonas morreu!”. Sem saber o que
fazer e chorando muito, a esposa gritava que havia perdido o marido. A
vizinhança socorreu Márcia e o filho de 4 anos, pois a família estava em
desespero. Uma vizinha enfermeira começou a fazer massagens no tórax de Jonas
até a chegada dos socorristas, pois ele teve várias paradas cardíacas. Então,
Márcia pediu para ver o marido. Enquanto subia as escadas, chorando, pedia a
Deus que desse mais uma chance ao companheiro. “Quando ela me viu vivo, tirou
uma foto e colocou no grupo da igreja para pedir oração, pois a situação era
grave”, conta Jonas. Quando o SAMU chegou, foram feitos os primeiros socorros por
cerca de 20 minutos antes de levá-lo ao Hospital Getúlio Vargas, onde foi
encaminhado diretamente para o CTI. O estado de saúde era grave, e os médicos
disseram para aguardar 24 horas para identificar quais órgãos internos haviam
sido afetados e se corria risco de morte.
Após 24 horas, diversos exames foram realizados e os médicos
informaram que o estado de saúde de Jonas era estável, porém ele precisava ser
transferido para um hospital especializado em tratamento de queimaduras. “Antes
de acontecer o acidente, eu tinha o hábito de orar a Deus e pedir que Ele me
revestisse do poder dEle. Eu precisava de um renovo, mas nada sentia. Certo dia,
questionei: ‘O Senhor não me ama mais? Estou buscando a tua presença e não
sinto nada’”, conta. Em uma das noites no CTI, enquanto Jonas orava, adorava e agradecia
a Deus por estar vivo e pelo grande livramento recebido, algo sobrenatural
aconteceu. “A presença gloriosa do Senhor invadiu aquele quarto, e eu comecei a
chorar e a falar em línguas espirituais. Não sei quanto tempo fiquei mergulhado
no oceano do Espírito, mas o fato é que eu não queria mais sair dali”,
declarou.
Ali, uma voz bradou em seu ouvido “Agora você percebe como eu
te amo?”, recorda emocionado. Depois daquela experiência, Jonas sabia que
venceria tudo aquilo e tinha certeza do amor de Deus. “Ele me ama!”. Como não
conseguia transferência, o hospital deu alta ao irmão Jonas depois de cinco dias
internado. Porém, em casa, ele não tinha nenhuma condição de permanecer. A
esposa ficou aborrecida com a situação, mas Jonas apenas respondia: “Fique calma,
Deus proverá”. Orando ao Senhor, Jonas sentiu que deveria ir ao Hospital do
Andaraí, mesmo sem encaminhamento. “Assim que cheguei ao hospital, o segurança me
colocou na cadeira de rodas e perguntou o que tinha acontecido. Expliquei em
poucas palavras. Logo, ele me levou direto para o 9º andar, setor de queimados,
pois a emergência estava lotada”, conta.
Para a glória de Deus, havia um leito disponível. Após Jonas
ser avaliado, os médicos disseram que ele corria o risco de amputar as mãos e o
pé esquerdo, pois já estavam necrosando. Mesmo após choque, a energia
continuava queimando dentro do organismo, o que pode atingir órgãos vitais.
Junto com a família, a igreja continuou em clamor pela saúde
de Jonas, que precisava, segundo os médicos, de um cuidado especial com um
aparelho de ponta, difícil de conseguir até mesmo em grandes redes particulares
de hospital. “Esse aparelho, além de ajudar na cicatrização, estimula o crescimento
de novas células e retira todo material necrosado”, explica Jonas. Mas Deus,
por misericórdia, agiu, e o irmão Jonas conseguiu usar esse equipamento no
próprio hospital. “Porém”, conta ele, “o risco de eu perder as mãos e o pé esquerdo
continuava”.
Para a glória de Deus, Jonas passou pela primeira cirurgia
nas mãos, com implante de gordura, e tudo correu bem. Na segunda, foram
implantados dois fi lamentos de metal para fixar o dedo polegar na mão
esquerda, que havia saído do lugar. Depois, o cirurgião plástico tratou dos
ferimentos das mãos e punhos, onde foi feito enxerto. Após 40 dias internado, veio
a notícia: irmão Jonas não precisou amputar os membros. “Minha cicatrização foi
ótima, não tive infecção. Após diversos exames, constatou-se que nenhum de meus
órgãos internos foi atingido, apesar de a energia ter ficado ativa no meu
corpo, queimando por quase um mês. Após esse período, tive alta, para honra e
glória do Senhor! Somos gratos a Ele por Seu cuidado e por esse grande
milagre!”, testemunha. E o cuidado de Deus é completo: enquanto Jonas estava
internado, como trabalha por conta própria, não havia como prover sustento à família,
mas Deus usou amigos e irmãos em Cristo para ajudar nesse período, e nada
faltou.
Compartilhe este artigo. Obrigado.

Postar um comentário
Seu comentário é muito importante