Secretário de Estado, 34 militares e agentes divergem na intepretação do que são os fenômenos UAP, mas casos são usados por alguns para atiçar teoria OVNI
A Bíblia afirma que a Igreja será arrebatada (1 Tessalonicenses 4.16,17) e cremos que isso se dará antes da Grande Tribulação (1 Tessalonicenses 1.10). Sendo assim, uma pergunta muito natural tem sido: quando isso acontecer, que justificativa será dada ao mundo pelo governo do Anticristo para explicar o desaparecimento de tantas pessoas de todas as nações? Uma das conjecturas ventiladas desde os anos de 1980 é de que se poderia usar como explicação a crença do Movimento Nova Era de que, em um futuro próximo, serão retiradas do mundo, pela ação de seres de outro planeta, as pessoas que se opõem à ascensão da Era de Aquário. Segundo os novaerenses, a era aquariana começou na virada do século 20 para o 21 e durará 2160 anos, sendo marcada por inovação tecnológica, nova espiritualidade e mudança nos valores, com uma reavaliação das antigas crenças e a adoção de novas perspectivas sobre a vida, o universo e o papel do ser humano. Segundo eles, todos que não se adequarem a essas mudanças serão, em certo momento, retiradas do mundo. De acordo com os novaerenses, haveria seres vivendo em outros planetas, em sociedades que seriam espiritual e tecnologicamente mais avançadas que a nossa - o que é também uma crença central do espiritismo -, e os chamados Objetos Voadores Não Identificados (OVNI) estariam relacionados a eles. Uma vez que a “vibração” da Terra estaria mudando e a humanidade precisaria mudar com ela para a paz se estabelecer no planeta, então os não adaptados seriam retirados para a “nova humanidade” surgir. Com o arrebatamento dos inadequados, a Nova Era seria abraçada.
A tese de que tal ensino pode ser usado como principal
narrativa para explicar o Arrebatamento da Igreja ganha nova força agora, pois as
elites políticas e militares do mundo estão começando a aceitar oficialmente a
existência de OVNIs, o que até então não havia acontecido. Em 21 de novembro passado,
estreou em cinemas dos Estados Unidos e para todo mundo via streaming da Prime
Video o documentário The Age of Disclosure (“A Era da Revelação”),
que pela primeira vez apresenta a temática OVNI com chancela de autoridades norte-americanas,
o que repercutiu nos principais telejornais e jornais dos EUA e Europa, e nos principais
podcasts mundo afora.
O documentário, dirigido pelo cineasta Dan Farah, traz depoimentos
de 34 membros do alto escalão do governo norte-americano. O evangélico Marco
Rubio, secretário de Estado dos EUA, e militares e agentes de inteligência com
as mais altas autorizações de segurança, responsáveis por guardar os segredos
de seu país e manter sua nação segura, trazem ao grande público informações que,
em sua maioria, só haviam sido dadas em depoimentos juramentados em comissões
fechadas no Congresso dos EUA. Nela, os antigos OVNIs agora são tratados oficialmente
como Fenômenos Aéreos Não Identificados (UAP na sigla em inglês), uma vez que a
antiga expressão OVNI (UFO em inglês) está muito associada à vida extraterrestre
e, segundo essas autoridades, mesmo os que atribuem os UAPs a seres não-humanos
já não acham necessariamente que são de outro planeta, embora haja algumas
dessas autoridades que ainda adotem tal visão. Aliás, a polêmica em torno do
cometa 3I Atlas, que andou fazendo movimentos anômalos em sua passagem por
nossa galáxia no final de 2025, serviu para atiçar tal crença, que é sem
sentido, já que, se realmente houvesse seres de outros planetas nos visitando,
dificilmente estariam se manifestando tão furtivamente.
Ações “sobrenaturais”
Segundo depoimento da maioria das autoridades que falam no
documentário, existiriam máquinas ou seres não-humanos, descritos por algumas
dessas autoridades como “sobrenaturais” - já que manifestariam capacidades que rompem
as leis da Física - e que, segundo alguns dos entrevistados, provavelmente não
teriam vindo do espaço, pois nunca foram detectados pela rede de vigilância espacial
desde que ela foi criada há mais de 70 anos, mas têm sido detectados por
câmeras e radares aqui na Terra, sendo muito mais provável, portanto, que
estejam neste planeta há muito tempo. Esses elementos, segundo afirmam,
estariam há muito tempo interagindo com os humanos, já que – para além das
histórias populares – há documentos e testemunhos oficiais de militares da Força
Aérea dos EUA que afirmam terem os avistado, sendo esses contatos muito mais
frequentes nos últimos anos e finalmente comprovados devido ao avanço da
tecnologia. Câmeras e radares militares modernos conseguiram gravar imagens de
alguns deles, o que antes não era possível.
De acordo com essas autoridades, essas coisas aparecem nos
ares ou saindo e entrando no fundo do
mar; percorrem os céus em formato ou esférico, ou cilíndrico ou triangular, e
aparentemente cercados por uma espécie de campo de energia; podem pairar no ar
sem emitir som e voar em velocidades que podem chegar, dizem alguns, a 40 mil km/h
– sete vezes mais rápido que o jato mais rápido do mundo –, e o fazem sem
aparente sistema de propulsão, conseguindo fazer curvas em linha reta e se
movimentando em qualquer direção em aceleração instantânea, sem diminuir sua velocidade
e sem fazer qualquer barulho, e ainda conseguem manter essa velocidade debaixo
d’água ou em meio a um tornado. Ainda segundo esses depoimentos, esses UAPs já
inutilizaram dezenas de bombas nucleares dos EUA e todos os militares que
tentaram chegar o mais próximo possível deles tiveram seus corpos físicos afetados,
ficando com sequelas, sendo que 25% deles morreram em um espaço de sete anos
após o contato. O fato desses UAPs afetarem ogivas levou à abertura das mais
recentes investigações sobre eles, uma vez que isso é caso de segurança
nacional, como explica no documentário Marco Rubio, que na época que gravou seu
depoimento era vice-presidente da Comissão de Inteligência do Senado.
Algumas dessas autoridades disseram ainda no documentário que
agentes e militares do deep state (“estado profundo”) do governo dos EUA
– funcionários de carreira dentro do Departamento de Guerra dos EUA e da
Agência Central de Inteligência norte-americana (CIA) que mantêm-se dentro do estado
operando por décadas – estariam há muito tempo, segundo documentos,
investigando esses casos juntamente com empresas privadas do complexo
industrial militar norte-americano, e sem dar ciência à maioria dos presidentes
norte-americanos. As exceções seriam Harry Truman, que, em 1947, logo após o
primeiro avistamento registrado por militares dos EUA, assinou os decretos que
criaram a CIA e a Força Aérea dos EUA, além de um outro que autorizava, em
secreto, essas investigações com penas de morte ou prisão para quem vazasse
informações sobre elas; George W. Bush, que descobriu isso em seu primeiro mandato,
mas resolveu não tornar público, tendo revelado só a seu pai, o ex-presidente
George H. Bush, que diregiu a CIA de 1976 a 1977 e não sabia de nada até então;
e Donald Trump, que soube das investigações no primeiro mandato.
Alegações sem provas
No momento mais controverso do documentário, alguns oficiais
de inteligência declaram que esses funcionários do “estado profundo”, em
associação com empresas do complexo industrial militar norte-americano, teriam
supostamente encontrado pedaços dessas naves e corpos humanoides exóticos, e tentado
fazer engenharia reversa das peças achadas para aprender sua tecnologia; e que
a Rússia, desde 1989, e a China, desde os anos de 1990, teriam encontrado
também peças dessas naves e tentado fazer o mesmo. Entretanto, nenhuma desses
oficiais mostrou evidências disso no documentário, mas apenas se basearam em
relatos e, segundo sugerem, também em documentos produzidos por investigação,
os quais, porém, não foram mostrados e o governo dos EUA nega ter conhecimento.
Essa falta de evidência foi criticada por vários jornais que analisaram as declarações,
dentre eles o New York Times. Além disso, se o que dizem fosse verdade mesmo,
então os países envolvidos nessa engenharia reversa estariam sendo tremendamente
malsucedidos em sua empreitada, pois, após décadas, até onde se sabe, essa
tecnologia não tem sido vista em aeronaves ou drones de guerra dos EUA, da China,
da Rússia ou de outro país.
Esses agentes e militares que afirmam isso têm justificado a
completa ausência de comprovações com o argumento de que esses países talvez
estejam escondendo seus achados e os resultados de suas pesquisas, e que talvez
muitos desses fenômenos extraordinários recentes captados pelos radares poderiam
até ser esses novos equipamentos desenvolvidos em secreto já em ação. Uma outra
hipótese que sustentam é que esses achados poderiam estar em posse não de
governos, mas de empresas privadas do complexo industrial militar, que estariam
guardando-os em segredo, uma vez que já vasculharam todas as áreas militares e
prédios pertencentes ao governo dos EUA e não se encontrou nenhum vestígio
disso. Para piorar a tese desses oficiais, o Congresso dos EUA chegou a
aprovar, com base nessas conjecturas, a Lei de Autorização de Defesa Nacional
de 2024, que incentiva a desclassificação de registros governamentais sobre
programas de UAPs e fornece proteção a denunciantes do governo que apresentem
informações sobre esses programas, com o Pentágono estabelecendo o Escritório
de Resolução de Anomalias de Todos os Domínios (AARO, na sigla em inglês) para
servir como ponto central para o governo receber e investigar relatos de
militares e civis sobre UAPs. O AARO lançou até site público para relatar
avistamentos e informações. Entretanto, até agora, nenhum suposto corpo ou
resto de nave de UAPs foi achado.
Hoje, a maioria das autoridades do governo não acredita
nessa narrativa de tecnologias de seres não-humanos de outro planeta ou
dimensão, mas reconhece a existência de fenômenos aéreos extraordinários com
base nas várias imagens gravadas deles em ação e mostradas no documentário – algumas,
inclusive, já apareceram na grande mídia nos últimos anos. O próprio Marco
Rubio, em entrevista à Fox News em 2 de dezembro, fez questão de frisar seu
ceticismo em relação à teoria OVNI. Sobre sua fala no documentário, disse que foi
uma entrevista que deu “há uns três ou quatro anos, quando ainda era senador”,
e que “estava descrevendo as alegações que as pessoas apresentaram. Houve pessoas
que se apresentaram para nós – algumas eram pilotos da Marinha, almirantes,
generais etc. – que vieram a público dizendo que havia programas no governo dos
EUA dos quais nem mesmo os presidentes tinham conhecimento. Então, eu estava
descrevendo o que as pessoas me disseram, não coisas das quais tinha
conhecimento em primeira mão. Há um pouco de edição seletiva [no documentário],
mas tudo bem, porque você está tentando vender um programa. Entretanto, [...]
os vídeos que vi e que me mostraram são fundamentalmente verdadeiros. [...]
Sabemos disto, pois está documentado: há coisas que sobrevoam o espaço aéreo
restrito, seja onde estamos realizando exercícios militares ou em outro tipo de
operação, e todos no governo dizem que não nos pertencem. Então, o que mais me preocupa,
pessoalmente, é que algum adversário – outro país, por exemplo – tenha
desenvolvido alguma capacidade assimétrica de vigilância ou algo do tipo para o
qual simplesmente não estamos preparados”.
Rubio, então, cita um exemplo: “Estamos preparados para mísseis
e caças, e eles estão vindo atrás de nós com drones e balões. Lembra-se de
quando o NORAD [Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte] ligou os
radares e começou a procurar balões? De repente, avistaram vários balões sobrevoando
a área, e 90% deles eram inofensivos; alguns eram chineses. Nunca procurávamos balões
porque nossos radares não são treinados para isso”. Rubio, então, conclui
afirmando: “Esse é o ponto que estava tentando destacar [no documentário]. Não posso
comentar sobre o resto do documentário. Ele contém, como eu disse, declarações
de pessoas que foram almirantes, pilotos de caça da Marinha, pessoas com altos níveis
de acesso à informação no governo. Algumas dessas declarações são bastante
espetaculares. Não estou chamando essas pessoas de mentirosas. Não tenho
conhecimento independente de que o que elas estão dizendo seja verdade. A única
observação que fiz é que temos pessoas que ocuparam cargos muito importantes no
governo dos EUA dizendo essas coisas. Logo, temos pessoas em cargos muito altos
no governo dos EUA que são ou mentirosas, ou loucas ou estão dizendo a verdade,
e duas dessas três opções não são boas. E eu não sei a resposta. Não tenho
como... Não quero chamá-los de mentirosos. Simplesmente, não tenho como verificar
de forma independente o que eles disseram”. Ou seja, mesmo não os chamando de
mentirosos, Rubio claramente indica que não crê na maioria de suas alegações; e
faz essa declaração tendo hoje acesso a informações que não tinha na época do
documentário nas áreas de inteligência e segurança nacional, mas hoje tem, já
que é o segundo secretário de Estado dos EUA, após Henry Kissinger, a ser também
conselheiro de segurança nacional.
Que seriam esses casos?
Há duas hipóteses que parecem mais concretas para esses
casos: a primeira é que seriam super tecnologias desenvolvidas secretamente por
governos ou empresas e ainda não conhecidas; a outra é que, em certos casos,
seriam seres espirituais, que, à luz da Bíblia, podem se manifestar fisicamente
e estariam confundindo as pessoas. Curiosamente, na primeira parte do documentário,
os investigadores da inteligência da Força Aérea que começaram o processo de
revelação desses casos para o grande público contam que, ao entrarem em contato
com militares antigos do Pentágono que sabiam deles há muito tempo,
“especialistas em segurança, sêniores da comunidade nacional de inteligência”,
incluindo “um funcionário sênior do Departamento de Defesa”, ouviram destes o
seguinte: “Esses seres são demônios. Vocês estão cutucando os demônios e o
mundo de Satanás”. Os investigadores, porém, ignoraram o alerta e chamaram seus
colegas mais experientes de “fundamentalistas religiosos”.
A Bíblia fala da existência de seres chamados anjos que
foram criados por Deus, ocasionalmente se manifestam aos seres humanos, inclusive
em forma física e humana, podendo comer (Gênesis 19.1-3), aparecer em carros de
fogo (2 Reis 6.15-17), voar (Apocalipse 8.13), brilhar (Daniel 10.6) e exercer
influência sobre a natureza, com poderes que superam as leis da Física (Gênesis
19.1,11; Jó 1.12-19; 2.6,7; 2 Reis 19.35). Alguns são anjos caídos e recebem o
nome de demônios. Logo, é bem possível que alguns destes estejam enganando as
pessoas, criando o frenesi dos UAPs. Duas informações indicam isso. A primeira
são centenas de casos registrados de pessoas que dizem ter tido contato com
OVNIs e, ao clamarem o nome de Jesus, eles simplesmente desapareceram. Gary Bates,
ex-CEO do Creation Ministries International (CMI) e um dos maiores
especialistas evangélicos no tema de ufologia no mundo, autor do best-seller Alien
Intrusion: UFOs and the Evolution Connection, em entrevista em 23 de julho
do ano passado ao podcast do CMI no YouTube tratando sobre o tema, declarou:
“Abduções alienígenas têm sido interrompidas em nome de Jesus. Por quê? Porque
eles não são alienígenas. Há mais de 400 casos registrados – eu mesmo conheci
centenas – de pessoas que invocaram o nome de Jesus e esse terror parou
imediatamente. Se esses seres são mesmo extraterrestres avançados que viajaram
milhões de anos-luz para chegar a nosso pequeno ponto do universo, por que
fogem ao ouvir o nome de uma figura religiosa supostamente mítica? Esses
supostos extraterrestres são, na verdade, anjos caídos. Eles têm natureza
demoníaca. É por isso que respondem ao nome e à autoridade do nome de Jesus”.
O segundo indício é uma pesquisa de Hugh Ross, professor de astronomia
da Universidade de Stanford, com 1,3 mil membros da Sociedade Astronômica
Americana, que revelou que astrônomos que estão envolvidos em ocultismo frequentemente
veem OVNIs, enquanto astrônomos que evitam essas coisas não veem. Logo, Ross se
convenceu que os chamados OVNIs são, na verdade, atividade demoníaca. Ele traz
essa pesquisa em seu livro Lights in the Sky & Little Green Men: A
Rational Christian Look at UFOs and Extraterrestrials, que tem como
coautores o teólogo e filósofo Kenneth R. Samples e Mark T. Clark, professor
emérito de Ciência Política e Segurança Nacional da Universidade da Califórnia.
Um detalhe importante é que, ao final do documentário The
Age of Disclosure, é pregada a união das nações contra “o inimigo comum” -
as UAPs. É mostrado, inclusive, o trecho do discurso de Ronald Reagan na 42ª
Assembleia Geral das Nações Unidas, em 21 de setembro de 1987, em que diz: “Talvez
precisemos de alguma ameaça externa universalmente reconhecida [...]. De vez em
quando, penso em quão rapidamente nossas diferenças mundiais desapareceriam se
estivéssemos enfrentando uma ameaça alienígena de fora deste mundo”. Seria o
frenesi em torno desses fenômenos mais um instrumento a ser usado para levar à
criação de um sistema de governança mundial? Poderiam também essas
manifestações serem parte dos “grandes sinais e prodígios” profetizados por
Jesus para acontecerem no final dos tempos e que, de tão extraordinários, “se
possível, enganariam até os escolhidos” (Mateus 24.24)? Uma coisa é certa: a nossa
fé está firmada nas Sagradas Escrituras; a Vinda do Senhor Jesus está próxima;
e nada deve tirar o foco na nossa missão, que é levar Cristo aos perdidos.
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