Existem várias pessoas que se arrependeram dos seus pecados, receberam Jesus como seu Salvador pessoal, desceram às águas batismais e passaram a fazer parte do Corpo de Cristo. Em verdade, estas pessoas obtiveram da parte de Deus uma grande oportunidade de fazer parte das promessas das Escrituras Sagradas. que garantem aos fiéis a vida eterna, a entrada no Reino Celestial e a certeza de uma vida vitoriosa e abençoada. Porque Deus tem prazer em abençoar a todos os que Ele recebe por filhos.
Mas, todas estas bênçãos têm uma condicional, o próprio Deus
diz isso. No convite formalizado por Jesus está a graça de Deus e a abertura
para se alcançar o favor do Pai celestial: “Vinde a mim todos os que estais
cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei” (Mateus 28.11-30).
Como observamos, os dizeres são aprazíveis. Mas Jesus
continua: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde
de coração e encontrareis descanso para vossas almas”. A partir deste momento,
muita gente estaciona, não prossegue, pois não quer jugo nenhum, sacrifício
nenhum, responsabilidade nenhuma.
O que está em pauta na mente dessas pessoas são as bênçãos
materiais e espirituais. Como o jovem rico, que procurou Jesus em busca de uma
herança no céu, mas desprezou a proposta que o Nazareno lhe apresentou, e
afastou-se desconsolado.
O grande preço da salvação já foi pago por Jesus quando Ele
derramou seu sangue na cruz. Absolutamente ninguém neste mundo poderia pagar
este preço. Como declarou o salmista: “Nenhum deles, de modo algum, pode remir
a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele” (Salmo 49.7,8).
Em verdade, a proposta de Jesus para o jovem rico era o
preço que ele teria que pagar para alcançar a vida eterna, um preço muito caro
para quem ama o presente século. O preço era abandonar a boa vida que
desfrutava com suas comodidades, e no qual residia a sua confiança. Após a sua
renúncia, o rapaz deveria seguir Jesus, sem a certeza de um lugar para reclinar
a cabeça, conforme o mesmo Jesus declarou (Mateus 8.20).
A salvação através da mensagem de Cristo é a maior de todas
as conquistas e bênçãos da parte do Eterno para o homem, mas custou um alto
preço. O preço foi a vida do Seu próprio
Filho em um mundo de homens e mulheres contenciosos e satisfeitos com o pecado,
incluindo os próprios judeus, compatriotas do Messias. O apóstolo João deixou
registrado: “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (João 1.11).
Tal sacrifício não foi observado pelo Pai, no qual o pecado foi castigado ao
sofrer o justo juízo (Mateus 27.46). Ali o Senhor serviu como sacerdote e vítima
simultaneamente (Hebreus 8.3).
Paulo declarou: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo,
não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a
na fé do Filho de Deus que me amou a si mesmo se entregou por mim” (Gálatas 2.20).
Esta nova vida custa o preço da nossa vaidade, orgulho,
submissão ao Evangelho e ao ministério da igreja que pertencemos (Romanos 6.17-22).
Quem está disposto a pagar este preço?
Que diferença da mensagem que divulgam por aí! O que chega
aos nossos ouvidos dá conta de que o povo ouve um conteúdo de relaxamento
espiritual, adaptação às heresias e às fantasias mundanas nas liturgias. Paulo
escreveu que este não é o Evangelho genuíno (2 Coríntios 11.4).
A entrada nesta graça de Deus exige um novo nascimento, nova
vida, novo comportamento, novo caráter. (2 Coríntios 5.17) e muita gente não
tem o menor interesse em pagar o preço e muito menos crucificar o seu ego.
O Apóstolo dos Gentios acrescenta com muita severidade aos
que estavam desanimados pelo preço que teriam de pagar. São verdades bíblicas
que muitos líderes evitam ler nas suas congregações: “Confirmando o ânimo dos
discípulos; exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações
importa entra no Reino de Deus” (Atos 14.22).
De sorte que esta graça nunca foi de graça. E aqueles que
dizem ser cristãos, mas não pagam o preço da sua fé, jamais serão crentes
fiéis. Essas pessoas desejam, apenas, desfrutar do ambiente social e fraternal
entre os evangélicos, mas nunca chegam a entrar no Reino de Deus que está entre
nós (Lucas 17.21). Enganam-se aqueles que imaginam que o Evangelho e a salvação
manifestada em Cristo não implicam renúncia e compromisso.
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