O Natal é a festa que comemora, no dia de dezembro, o nascimento de Jesus Cristo. É, também, uma das épocas de maior atividade do comércio. É grande o movimento nos centros comerciais, pois as lojas se enchem de pessoas comprando presentes, fazendo preparativos para festas, renovando o vestuário, gastando o dinheiro do 13º salário que recebeu no final do ano. É uma época de muitas compras, festas, enfeites e luzes.
É momento que muitos aproveitam para elaborar uma decoração
especial com motivos natalinos. Alguns destes enfeites fazem alusão ao
nascimento de Cristo, como estrela e presépios, mas o que predomina, na
decoração natalina, são árvores, guirlandas, luzes, velas, duendes e,
principalmente, o Papai Noel.
A comemoração desta festa tem origem no decreto do Papa
Júlio 1, no século 4 d.C., aproveitando a ocasião de uma festa pagã, que
marcava o inÃcio do inverno, no hemisfério Norte. Junto com a data vieram os
sÃmbolos pagãos: árvore, velas, guirlandas e outros. O Papai Noel foi inspirado
em São Nicolau, um idoso que viveu na Turquia, no século 3 d.C., que distribuÃa
presentes para as crianças. A roupa vermelha, o trenó, as renas e os ajudantes
duendes foram difundidos através do marketing da Coca-Cola, a partir de 1930.
A maioria das pessoas, principalmente, nos paÃses
ocidentais, comemora o Natal. Vestem roupas novas, dão presentes, participam
dos jantares, decoram os ambientes e acendem luzes para a festa. Muitos,
entretanto, não se dão conta do verdadeiro significado do Natal. Quando as
luzes se apagam, não passou de mais um feriado ou um momento de
confraternização.
O personagem verdadeiro
O Natal comemora o nascimento de Jesus Cristo, o filho de
Deus, e não podemos permitir a intromissão de qualquer outro personagem, como
Papai Noel, duendes, fadas, gnomos ou semelhantes. Não se faz necessário
“enfeitar” as casas e, menos ainda, as igrejas, com decoração natalina. Se
forem necessários em uma peça teatral ou algo parecido, os sÃmbolos que
representam o Natal são a estrela, a manjedoura, os pastores e outros descritos
na BÃblia.
Imagine que em uma casa se vai preparar a festa de
aniversário do pai da famÃlia, cujo nome é José. As pessoas convidadas para a
festa são estranhas ao aniversariante, a decoração da festa é de bonecas e
casinhas e, bem destacado, acima da mesa este escrito: “Parabéns,
Saci-Pererê!”. Como você acha que se sentiria o aniversariante? É o que
acontece com a celebração de Natal de muitos: convidados, decoração e
aniversariante totalmente estranhos a Jesus.
O Natal é de Jesus e não cabe outro. É a história do
nascimento daquele que é o maior personagem da história. O apóstolo Paulo diz
que ele é “Aquele que se manifestou em carne foi justificado em espÃrito, visto
dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo e recebido acima, na glória” (1 Timóteo
3.16). O Natal é a grande ocasião para glorificar a Jesus, “Porque
dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele
eternamente. Amém!” (Romanos 11.36).
A motivação verdadeira
O Natal não deve ser visto como a comemoração de uma data,
mas de um evento. É certo que Jesus não nasceu em 25 de dezembro. Esta data
ocorre no inverno em Israel, que é um perÃodo frio e chuvoso. Belém está
próxima de Jerusalém, que está sobre montes e, no inverno, chega a nevar, em
alguns anos.
O perÃodo de dezembro corresponde ao nono mês do calendário
judaico e está escrito que “todos os homens de Judá e Benjamim, em três dias,
se ajuntaram em Jerusalém; era o nono mês, no dia vinte do mês; e todo o povo
se assentou na praça da Casa de Deus, tremendo por este negócio e por causa das
grandes chuvas” (Esdras 10.9). Jeremias informa que o rei estava diante de um
braseiro no nono mês, pois era inverno (Jeremias 36.22).
No nascimento de Jesus “pastores estavam no campo e
guardavam durante as vigÃlias da noite o seu rebanho” (Lucas 2.8), o que indica
ser verão ou primavera, e nos mostra que o nascimento de Jesus foi bem antes de
dezembro.
O Natal, portanto, não celebra uma data, mas o maior evento
de todos os tempos: O grande e poderoso Deus, criador dos céus e da terra,
encarnou e viveu entre os homens, com a finalidade de dar a sua vida em
sacrifÃcio por todos os homens.
Jesus Cristo não deve ser visto apenas como um lindo bebê
nos braços de sua mãe ou em uma manjedoura, mas como o verdadeiro Deus, que se
fez carne e habitou entre nós (João 1.14). O apóstolo João admira-se com o
grande milagre da encarnação, dizendo que Jesus é a Palavra de Deus encarnada,
que os seus olhos viram e as mãos tocaram. Ele estava dizendo: “nós tocamos em
Deus, o apalpamos!” (1 João 1.1,2).
Jesus sabia que a sua missão era dar a sua vida em resgate
dos homens pecadores. O que iniciou em Belém, na manjedoura, terminaria no
Calvário, em uma cruz. Quando o anjo anunciou a Maria que o seu filho salvaria
a humanidade, significava que ele morreria, levando sobre si os pecados de todo
o mundo. Não havia outra possibilidade!
O Deus Eterno resolveu ter uma limitada existência humana
para garantir a nossa presença ao seu lado na eternidade. Ele é o Senhor que se
fez servo para nos tornar participantes do seu reino (Apocalipse 3.21). O
grande Deus resolveu ser homem para nos fazer participantes da sua santidade (Hebreus
12.10). Como diz a letra do hino: ele “morreu a nossa morte pra vivermos sua
vida”.
Esse é o grande tema e o propósito do Natal. Festejar o
Natal sem experimentar a salvação que o Cristo do Natal veio nos trazer é fazer
festa sem saber o motivo e sem ter recebido qualquer benefÃcio. É como gastar
dinheiro para fazer uma festa comemorando o resultado das eleições do Cazaquistão,
sem saber onde fica e sem ter nenhum parente lá. É uma festa vazia, sem sentido
e sem propósito.
A mensagem do Natal é a revelação da graça de Deus, que
enviou seu filho para ser homem e morrer pelos homens, a fim de salvá-los. É a
demonstração máxima do grande amor de Deus, enviando o único filho para nos
livrar do terrÃvel destino eterno que estava preparado. Como diz a letra do
antigo hino: “No Natal a gente sempre agradece / Por Jesus ter nascido em
Belém. / Mas nem sempre se lembra, na prece, / Que ele nasce na gente também”.
Quando as luzes do Natal se apagam o que deve ficar é a
certeza da vida eterna, garantida pela comunhão com o Jesus Salvador, que
nasceu em Belém, e a gratidão pelo grande sacrifÃcio que ele fez, em nosso
lugar, para nos dar a gloriosa salvação e nos fazer filhos de Deus.
Se isto for verdadeiro para mim e para você, então podemos
fazer muita festa, pois quando as luzes se acenderem ou quando elas se
apagarem, sempre será Natal!
por Márcio Klauber Maia
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