Presbítero Ronaldo Silva ainda voltou a vida, sem sequelas, após sofrer parada cardiorrespiratória
No dia 1” de outubro de 2011, o presbítero Ronaldo Silva, da Assembleia de Deus setor 29, São Bernardo do Campo (SP), viu sua vida dar uma guinada de 360 graus. Como de costume, foi visitar sua mãe que estava internada com câncer nos ossos e ele, que se sentia com uma saúde de ferro, de um mero visitante passou à paciente antes que pudesse imaginar a gravidade da situação que o esperava. Neste mesmo dia já voltou para casa com febre, se sentindo mal e foi piorando gradativamente até ser internado no Hospital Público Central Tudo Azul (São Bernardo do Campo). Após os exames, nosso irmão foi avisado que estava com mais de 1 litro e 200 ml de água no pulmão e no espaço cardíaco também, o que era gravíssimo. Porém o fato ainda mais perturbador era que os médicos não sabiam a origem, qual doença estava causando aquele quadro, logo não podiam tratá-la. “O diagnóstico de Derrame Pleural, que era esse grande acúmulo de água, foi dado, mas os especialistas explicavam que isso não era a doença em si, mas as características de manifestação de outras doenças. Qual delas é que eles não conseguiam descobrir”, explica Renata Silva, esposa do presbítero Ronaldo. “Mesmo depois dele ser transferido para o hospital UniCamp, que é uma referência e os médicos levantarem várias suspeitas, após os resultados dos exames diziam a mesma coisa: ‘o Ronaldo é um mistério’”, completa.
Comumente esse quadro de “Derrame Pleural”, quando não tratado
adequadamente, na fonte dessa patologia, costuma levar o paciente à dispneia
(falta grave de ar) e até à morte, frisam os médicos.
O que parecia uma enfermidade para a morte, era na verdade,
para a vida e Deus começou uma obra grandiosa de cura, milagres e
principalmente salvação, através do nosso irmão. Apesar de seu estado ter se agravado
até se encontrar quase sem forças para falar, ou até mesmo respirar, o Senhor
lhe deu uma missão. “Deus me disse que queria curar o Rafael. Senti que era
para eu orar por ele”, lembra Ronaldo. Rafael era um jovem de 19 anos que
estava no leito ao seu lado e sofria de Meningite Viral, com casos críticos de convulsões.
“Eu tinha direito a um quarto particular, mas entrou um caso
pior que o meu precisando e eu cedi o espaço, sendo transferido para o leito. Nesse
mesmo dia o Ronaldo foi internado onde eu estava”, relembra Rafael.
Ele relata ainda como aconteceu seu primeiro contato com o sobrenatural
de Deus, através de seu colega de quarto: “Um dia eu estava tendo muitas reações
adversas e dolorosas ao medicamento. Estava muito aflito. Até que o Ronaldo pediu
para orar por mim. Conforme ele orava, eu sentia algo sobrenatural. Não dá nem
para explicar. Quando eu levantei me senti tão bem, que disse à minha mãe
‘alguma coisa diferente aconteceu em mim’”.
Melhor do que a cura no corpo físico foi a salvação eterna
de sua alma. Após aproximadamente três meses de “discipulado”, entre idas e vindas
ao hospital, Rafael recebeu a Cristo como Senhor e Salvador.
Porém, mesmo sendo usado como instrumento de cura na vida de
Rafael e outras pessoas naquele hospital, o problema de Ronaldo persistia. Segundo
conta, precisavam operá-lo com urgência e suas chances de sobrevivência eram de
apenas de 5%. “Os médicos diziam o tempo todo isso, que provavelmente eu iria ficar
na mesa de cirurgia”, conta ele.
Antes da cirurgia o Senhor lhe deu uma canção: “Deus está no
controle de tudo”. Quase sem forças, teimando com os médicos, Ronaldo conta que
com toda sua fé cantava. Ele lembra emocionado que os doentes testemunhavam que
se sentiam melhor ao ouvir aquele hino, que até os médicos choravam. “Assim eu segui
cantando até o centro cirúrgico – e o Senhor me dizendo que enquanto eu
estivesse ali que eu declarasse a todos naquele hospital que Ele está no
controle de tudo”, emociona-se.
Ronaldo entrou no centro cirúrgico e após quatro horas, abriu
os olhos e já maravilhou os médicos, pois como relatam até hoje, para todos no hospital
ele já era um milagre ao sobreviver. “Todos diziam que quando o abriram viram
claramente que ele nem tinha condições de estar vivo”, conta Renata.
Quando parecia que tudo estava bem no dia seguinte ele teve uma
parada cardiorrespiratória. Os médicos tentaram o reanimar por duas horas e ele
foi levado à UTI respirando só pelos aparelhos. “Os médicos diziam que se ele não
voltasse em até 3 horas, ocorreria a morte cerebral e eles não podiam fazer
mais nada”, lembra a esposa Renata Silva. “Mas eu sentia a presença de Deus me dizendo
que a hora do milagre tinha chegado. E não foi depois de 3 horas, mas sim no terceiro
dia, para o espanto de todos, Ronaldo ressuscitou! A equipe médica dizia que em
todos esses anos de medicina e em tudo que estudaram nunca viram isso. Ainda
mais sem sequelas”, completa. No dia seguinte os médicos fi zeram exames e não
tinha nem mais uma gota de água no pulmão, o coração também estava ótimo.
A previsão era apenas algumas sequelas na voz e no fôlego;
disseram que ele não cantaria mais como antes. Logo ele que ministrava com sua esposa
na dupla Ronaldo e Renata. O presbítero admite que realmente nunca mais cantou
da mesma maneira, pois passou a atingir notas mais altas, mais difíceis que não
conseguia antes. Desde então um rastro de testemunhos milagrosos o seguem por
onde ele vai pregando, cantando, testemunhando e contemplando centenas de salvações.
Inclusive no hospital, onde vista até hoje e é imensamente bem recebido.
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