O Cristo encarnado: Deus que se fez homem para nos redimir

O Cristo encarnado:  Deus que se fez homem para nos redimir


Em Mateus 1.1 lemos “Livro da geração de Jesus Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão”. Como filho de Davi, Jesus é herdeiro legítimo do trono de Davi, ou seja, do trono de Israel, que é uma bênção exclusiva para o povo judeu; mas, quando se fala “filho de Abraão”, isso aponta para o projeto divino que contempla toda a humanidade, porque a Palavra de Deus a Abraão é que nele seriam benditas todas as famílias da terra (Gênesis 12.3). Abraão não é apenas o pai dos judeus e também dos árabes. Ele é o pai da fé, o “pai de todos os que creem” (Romanos 4.11), logo o pai da igreja. Então, Jesus, como filho de Abraão, veio para toda humanidade.

A vinda de Jesus revolucionou a humanidade, oferecendo uma alternativa no mundo espiritual, proporcionando a mudança de vidas humanas. Ao ser humano é oferecida a oportunidade de reconciliação com seu criador. Jesus veio para reconciliar o homem com Deus, para reparar o que aconteceu lá no Éden, onde houve uma separação do homem com Deus. Ele veio como o segundo Adão para trazer de volta essa comunhão com Deus, para trazer de volta a afinidade do ser humano para com Deus (Romanos 5.12-21). Hoje, por causa de Jesus e através dEle, podemos ter comunhão com Deus como teve Adão antes de pecar. Deus se manifestava a Adão todos os dias e hoje podemos receber a manifestação de Deus, porque Jesus veio para nos reconciliar com Ele.

As sociedades mudam, mas a história e os propósitos da vinda do Senhor Jesus não mudam. Sua história continua viva. Vem geração, passa geração, vêm mudanças de comportamento, vêm descobertas, vêm novas tecnologias, vem tanta coisa, mas não há nada que supere a história de Jesus e o poder do evangelho. Ele é o Cristo que salva, é o Cristo que perdoa, é o Cristo que restaura o homem do pecado. Ninguém pode mudar isso. As gerações passam, são renovadas, mas a Palavra de Deus permanece a mesma. A história de Jesus é a razão da nossa fé. Jesus é a razão da nossa esperança. Nós O aguardamos para viver com Ele eternamente. O Jesus encarnado é 100% Deus e 100% homem. Como Deus, teve confirmada Sua deidade no dia do seu batismo em águas, quando o próprio Deus Pai o identifica como sendo Seu Filho amado em quem se compraz (Mateus 3.16,17). Este foi o testemunho de Deus Pai em relação ao Seu Filho Jesus. Como homem, Jesus nasceu de uma mulher, foi amamentado por uma mulher, trabalhou em sua profissão, sentiu cansaço e fome, foi tentado, sentiu dores, chorou, sentiu aflição. Como homem, Jesus passou por todos os sofrimentos possíveis. Passou por muitos percalços e situações constrangedoras. Meditemos um pouco sobre isso.

Quando recém-nascido, os seus pais tiveram que fugir com Ele para o Egito, por conta da ameaça de morte do rei Herodes, que ameaçava matá-lo (Mateus 2.13-15). Depois, Jesus foi desafiado e tentado por Satanás após jejuar 40 dias e 40 noites (Mateus 4.1-11). Compare se não é o mesmo que acontece conosco. Os desafios que Jesus enfrentou são os desafios que enfrentamos também, mas o que acho lindo é que Jesus venceu a todos eles e não pecou. Ele sofreu, mas superou os desafios que estava sofrendo. Jesus, como homem e como Deus, em algum momento de “ira santa”, poderia causar estragos inimagináveis, mas se conteve para fazer a vontade de Deus Pai.

Jesus foi questionado pelos fariseus por atender aos pecadores (Lucas 15.1,2) e questionado pelos escribas por perdoar o pecado de um paralitico (Marcos 2.5-12). As autoridades religiosas não aceitavam que Ele operasse milagres no dia de sábado (Marcos 3.1-6). Os fariseus acusavam Jesus de expulsar demônios em nome de Belzebu, tido como deus das trevas (Mateus 12.24). Os escribas e fariseus questionavam Jesus pelo comportamento de Seus discípulos, cobrando a tradição dos anciãos (Marcos 2.18). Jesus poderia reagir a todos esses questionamentos com ira, mas não o fez. E no Getsêmani, na Sua oração em agonia, quando, segundo Lucas, Ele suava gotas de sangue (Lucas 22.44), pediu ao Pai que passasse dEle aquele cálice, aquele sofrimento, mas, no mesmo momento, acrescentou: “Todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mateus 26.39).

Jesus foi o Ungido do Senhor, conforme a profecia descrita em Isaías 61.1: “O Espírito do Senhor Jeová está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos”.  Jesus confirmou o cumprimento dessa profecia nEle, na sinagoga em Nazaré (Lucas 4.17-21).

Portanto, Jesus sofreu como nós. As tentações que sofremos Ele sofreu também e, pelos percalços que passou, Ele pode entender o que passamos e pode se dirigir ao Pai como nosso advogado. O sangue de Cristo ainda nos purifica de todo pecado. E Jesus disse: “No mundo tereis aflições, mas tende bom animo; eu venci o mundo” (João 16.33). Eu e você podemos vencer o mundo, porque Jesus disse que não nos deixaria órfãos, mas mandarei o Consolador para que estivesse conosco (João 14.18-26). Então, meu amado irmão, Jesus venceu e nós também estamos vencendo. Não somos crentes derrotados. Somos crentes vitoriosos em Cristo Jesus. Vencemos ontem, vencemos hoje e venceremos amanhã, porque o Consolador está conosco.

por José Wellington Costa Junior

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