Princípios bíblicos sobre política

Princípios bíblicos sobre política


Aos que Deus vocaciona para atuar na esfera pública há muito o que fazer, desde que seguindo os princípios estabelecidos nas Escrituras, não ignorando ou negando a pecaminosidade da natureza humana e mantendo viva a esperança escatológica

Política sempre foi um assunto cercado de muita controvérsia. Mas o que é política? Para responder a essa pergunta, geralmente se recorre a um conceito simples e direto: política é a arte de governar. De fato, política e governo são expressões intimamente ligadas, principalmente quando se trata de questões públicas. Embora também tenha a acepção comum de “habilidade no trato das relações humanas, com vista à obtenção dos resultados desejados”, (Ferreira, 1999, p. 1599), com os gregos o termo “política” ganhou um sentido eminentemente público: o governo da cidade; a arte de organizar, disciplinar, reger e cuidar dos assuntos da coletividade. Etimologicamente, a palavra deriva de pólis (cidade) e tikós (apto para; hábil em), produzindo o conceito de político (politikós) como alguém apto para cuidar do bem comum, dos assuntos da coletividade.

A filoso­fia política floresceu na Grécia Antiga especialmente a partir das ideias de Sócrates, Platão e Aristóteles. Mas, embora os gregos sejam sempre referenciados quando se fala em política, essa é uma atividade que surgiu muitos séculos antes deles. Conforme Roland De Vaux (2004, p. 26-28), por mais simples e rudimentares que tenham sido as primeiras organizações em sociedade, ainda no modelo tribal se exigiu que assuntos coletivos fossem resolvidos e geridos para o bem de todos. O tribalismo já possuía alguma organização interna e apresentava vários elementos que correspondem ao exercício da política (o governo da coletividade nos assuntos comuns), tais como território, regime de propriedade, limites, condições, direitos e sistema representativo.

Política na Antiga e na Nova Aliança

A primeira referência bíblica ao estabelecimento da cidade está em Gênesis 4.17, como uma iniciativa de Caim. Depois do Dilúvio, os descendentes de Noé retomaram esses empreendimentos, com destaque para Ninrode, fundador de diversas cidades, como Babel e Nínive (Gênesis 10.8-12). Com o avanço das civilizações, o sistema de agrupamento em cidades se tornou comum e deu origem à figura do Estado, um poder central com mandato outorgado por Deus para fazer justiça pública e atender a interesses comuns. Em Romanos 13.1-7, Paulo trata dessa estrutura e da instituição de obrigações civis. Jesus reconheceu as instituições públicas, como se observa principalmente na passagem relativa ao tributo: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus” (Mateus 21.22).

Há uma clara distinção na relação política do povo de Deus na Antiga e na Nova Aliança. Nos tempos do Velho Testamento, o Senhor escolheu para si um povo e o constituiu como nação para que fosse um farol para todos os povos da terra. A expressão bíblica “reino sacerdotal e povo santo” (Êxodo 19.6) demonstra o propósito divino de usar Israel “tanto como um repositório das verdades salvíficas quanto como um veículo através do qual essas verdades seriam comunicadas e, por fim, culminariam na encarnação de Jesus Cristo” (Merrill, 2021, p. 9).

O sistema de governo desse povo deveria ser teocrático, exatamente para contrastar com as nações pagãs (politeístas) e servir de testemunho, revelando a glória do Deus de Israel para o mundo. Para tanto, o próprio Yahweh estabeleceu leis morais, cerimoniais e civis, que regiam a vida dos hebreus em todos os aspectos (Êxodo 20ss). Israel falhou em sua missão, tanto por questões morais quanto religiosas e políticas. Em vez de serem modelo para as demais nações, os descendentes de Jacó copiaram as práticas pecaminosas de seus vizinhos e entraram em um processo cíclico de servidão no tempo dos juízes. No período da monarquia, tanto o Reino do Norte (Israel) quanto o Reino do Sul (Judá) se afastaram de Deus e terminaram cativos sob a Assíria e a Babilônia, respectivamente.

Embora o Senhor ainda tenha um plano com Israel como nação (Ezequiel 37.21-28; Romanos 11.26), nesta Dispensação, a Dispensação da Graça, o povo de Deus é a Igreja, constituída por pessoas de todas as nacionalidades, unidas não em função de árvores genealógicas, mas pela fé em Cristo, seja judeu ou seja gentio (Gálatas 3.28; Efésios 2.14). Agora, o propósito divino já não é estabelecer um governo teocrático nessa ou naquela nação, como fez com Israel, mas chamar para Si um povo dentre todas as nações, sob os mais distintos sistemas políticos humanos, em um mundo que jaz no maligno (1 João 5.19). Esse povo, remido e purificado, é ensinado a viver em caráter provisório nesta terra, livre das impiedades e desejos deste mundo, em uma esperança escatológica, que é o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo (Tito 2.11-14).

Essa consciência de transitoriedade – a condição de que somos peregrinos e estrangeiros (1 Pedro 2.11) – é fundamental para uma fé cristã sadia em termos de política. Entender a realidade espiritual deste mundo na presente era é viver na esperança de uma redenção que vem de cima e nos livra das ilusões terrenas, como o ativismo e o messianismo político, carregados de utopias. Visões distorcidas a respeito da relação entre o cristão e a política levam ao engajamento com ideologias que prometem a redenção de estruturas mundanas, como as artes, e a discursos inflamados, porém equivocados, cheios de chavões como “trabalhar pelo povo de Deus”, que nega a laicidade do Estado; e “defesa da Igreja”, que sugere transferir para a política uma função que não lhe é própria (Mateus 16.18). Devemos nos precaver também de teologias radicais, como a Teologia do Domínio, que prega a cristianização de todas as esferas da sociedade, especialmente a política, acreditando que os aparelhos do Estado devem ser usados para o estabelecimento do Reino de Deus na Terra. Confunde-se o caráter espiritual do Reino com o caráter político das dominações humanas.

É fundamental, portanto, que a participação do cristão na política seja bem sintonizada com as Escrituras. Equívocos teológicos podem desvirtuar a missão da Igreja, além de gerar confusão e descrédito nos que derem ouvidos a prédicas encantadoras, que prometam o paraíso na Terra. O cristão deve acautelar-se para não se tornar adepto e difusor de qualquer espécie de ideologia política, pois todas são messiânicas e, conforme acentua Koyzis, são “tipos modernos do fenômeno perene da idolatria”, pois isolam um elemento da totalidade criada e o elevam acima do resto da criação, fazendo que esta orbite em torno desse elemento e o sirva (2014, p. 18).

A plena cidadania do cristão

Uma questão que gera muita discussão é se o cristão pode ou não “entrar” na política. Tratando da boa política, uma atividade necessária para o bem-estar da sociedade, não há como afirmar que o cristão não possa participar. O cristão pode ser um agente político, assim como pode ser um agente educacional, de saúde, de segurança etc. Como um cidadão pleno, pode participar de todo e qualquer processo humano lícito, que honre a Deus e promova o bem comum. Portanto, pode exercer cargos eletivos, representando a sociedade, desde que não se corrompa ou se torne pregador de salvacionismos terrenos.

O cristão pode desempenhar relevantes papéis em todos os níveis e Poderes. No Legislativo, pode atuar na feitura de leis justas e atos de fiscalização inteligentes, coerentes e responsáveis; no Executivo, pode agir no correto e e­ficiente emprego de verbas públicas para serviços essenciais em áreas vitais para a vida humana. No Judiciário, pode julgar corretamente, aplicando a lei aos casos concretos sem acepção de pessoas (Embora no Brasil os juízes não sejam eleitos, também são categorizados como agentes políticos). Enfim, um servo de Deus, íntegro e habilitado, pode contribuir muito com as atividades públicas, desde que o faça como verdadeiro cristão e não segundo o padrão do mundo.

Ao participar diretamente de processos eletivos, como candidato ou apoiador, o cristão deve ser transparente e sincero na difusão de propostas. Reconhecendo as limitações do poder político, deve se abster de discursos demagógicos e do marketing ilusionista. Se a verdade não for su­ficiente para alçar o cristão à carreira pública ou nela mantê-lo, melhor é não disputar o poder. Os fins não justi­ficam os meios. Quem realmente serve a Deus vive de acordo com as Escrituras Sagradas e não segundo Maquiavel. O engano não convém aos santos. A mentira é filha do Diabo (João 8.44).

Princípios nos exemplos da Bíblia

Embora os contextos políticos do Antigo e do Novo Testamentos sejam absolutamente distintos, é muito comum que a participação de cristãos na política moderna seja defendida com base no exemplo de personagens veterotestamentários, como José, Daniel e Neemias. De fato, esses vultos da história sagrada foram grandemente usados por Deus em cargos públicos. Mas assim como são invocados para fundamentar a pregação de inserção de crentes na vida pública, seus modelos morais e espirituais devem ser seguidos na prática atual do ofício político. Como esses ilustres representantes do povo foram alçados a cargos públicos? Como se comportaram no exercício de suas funções?

Ao responder a essas perguntas, identi­ficamos alguns princípios bíblicos fundamentais para nortear a participação do cristão na política.

1. Propósito divino. O cristão que planeja entrar na vida pública deve considerar, de maneira muito sincera, se sua motivação nasce de um propósito divino ou está fundada em um mero projeto pessoal. Na dúvida, é mais razoável admitir estar agindo por desejo próprio ou de terceiros. Isso é melhor que atribuir a Deus o que nEle não tem origem. É preciso ainda ser cuidadoso para não incorporar profecias aos seus discursos, pois não é incomum muitas se revelarem falsas, infelizmente! Se o Senhor falou, é mais sábio guardar em silêncio. Ele sempre cumpre o que diz.

Conquanto Deus possa alçar alguém a um cargo político para Seus propósitos, projetos originados do orgulhoso coração humano geralmente produzem profundas frustrações e grandes prejuízos. Como nos advertem as Escrituras, o coração do homem é enganoso e perverso (Jeremias 17.9). Por isso, todo aspirante à carreira política deve levar muito a sério a fase que antecede sua decisão, buscando a Deus intensamente, com um ardente desejo de realmente conhecer a vontade divina, que é boa, perfeita e agradável (Romanos 12.2). Os que invocam exemplos bíblicos, como os acima citados (José, Daniel e Neemias), devem lembrar que nenhum deles ocupou cargo público por vontade pessoal. Foram alçados pelo próprio Deus, percorrendo caminhos difíceis para alcançar e exercer posições de liderança.

2. Confiança em Deus. Os processos políticos são complexos e cheios de nuances que costumam desafiar a ética. Nesse caminho, certos expedientes impróprios são apresentados como indispensáveis para o sucesso. Funcionam como verdadeiros testes de fidelidade para o cristão. Aderir aos tais é um dos principais sinais de ausência de confiança em Deus para o exercício das carreiras políticas. José fez um pedido legítimo ao copeiro para que se lembrasse dele diante de Faraó (Gênesis 40.14). Nem isso o Senhor permitiu que fosse usado em seu favor. Seu ex-companheiro de cela se esqueceu dele quando chegou ao palácio (Gênesis 40.23). A elevação de José tinha que ser um ato da providência divina e não de estratégia humana, ainda que legítima.

Quando usamos nossos próprios meios podemos até galgar alguma posição, mas jamais desfrutaremos da plena vontade de Deus. Se o copeiro tivesse se lembrado de José ao chegar ao palácio, o ­filho de Jacó teria sido, no máximo, um comum serviçal de Faraó, jamais o governador do Egito. Passados dois anos, contudo, quando o rei estava perturbado por causa dos sonhos que teve, a presença de José no palácio foi providencial. Era o tempo de Deus. Participar da vida pública pela providência divina certamente vale a pena. Artifícios humanos podem até funcionar, mas jamais nos conduzirão ao lugar que Deus tem para nós, sob a plenitude de Sua bênção.

3. Integridade. Daniel estava na Babilônia junto com outros jovens da linhagem real e dos nobres de Judá. Eram candidatos a viver no palácio, servindo diretamente o rei babilônico (Daniel 1.2-5). Dentro daquele contexto, isso seria, sem dúvida, uma grande oportunidade. Só tinha um problema: precisariam participar das comidas e bebidas servidas ao monarca. Daniel se viu confrontado por um sistema pagão que violava sua convicção espiritual. O que fazer? Em tese, sua “carreira política” estaria comprometida se não aceitasse as ofertas do rei.

Alguns cristãos chegam íntegros aos palácios, mas logo ouvem que, para alçarem posições mais elevadas, precisam ceder às práticas da vida palaciana. A voz corrente é: “Esse é o sistema”; “Funciona assim”; “Todo mundo faz isso”. Passa-se a ideia de que quem recusa o “manjar do rei” não sobrevive no palácio. Com Daniel foi diferente. Ele não se contaminou. Não transigiu com os costumes que eram comuns na Babilônia. Ele não era todo mundo.

Quantas das ­figuras públicas que ostentam o nome de Cristo têm a mesma integridade de Daniel? Quantas rejeitam as ofertas do palácio e decidem viver à base de “legumes e água” (Daniel 1.12)? Parece ser absolutamente impraticável: legume e água? Como isso pode dar certo? Como sobreviver na vida pública sem fazer o que “todo mundo faz”? Conservar a integridade moral é, de fato, um grande desa­fio para o cristão que vive nos espaços de poder. Além de promessas de postos mais elevados nas casas palacianas, as ofertas do rei parecem ser a única maneira de se garantir meios para a sobrevivência política, como a renovação de mandatos. Mas o exemplo de Daniel serve apenas para o ingresso na vida pública? Certamente não! Assim como invocado como argumento teológico para incursão na política partidária, seu exemplo deve ser seguido por todos nas práticas públicas cotidianas.

Não se contaminar com os manjares do rei é um princípio bíblico inafastável para o cristão que quer ser um político de acordo com a vontade de Deus. Daniel se conservou íntegro por todos os longos anos em que serviu no palácio. Quando seus inimigos tentaram surpreendê-lo em alguma falta, nada encontraram que o comprometesse (Daniel 6.4). Daniel não se envolveu com qualquer tipo de corrupção. Toda proposta imoral deve ser recusada pelo verdadeiro discípulo de Cristo. Conquanto se saiba que para o exercício de mandatos existam alinhamentos políticos, eles jamais podem importar na transigência com o pecado. O cristão deve manter sua independência moral e espiritual para que, em tudo que conflitar com as Escrituras, possa decidir segundo sua consciência, na presença de Deus.

4. Pureza. Sexo, dinheiro e poder são sempre citados como as principais tentações para o ser humano. Se isolados já constituem um grande perigo, quanto mais conjugados! Na casa de Potifar, José desfrutava de poder como o administrador principal e provavelmente tinha um bom salário. Nada disso o envaideceu. Não demorou, contudo, para uma nova tentação testar seu caráter e temor a Deus: a mulher do patrão se apaixonou torridamente por ele e investiu tudo para conquistá-lo (Gênesis 39.7).

Jovem, bonito, longe de casa e ocupando um cargo de elevada confi­ança, agora José tinha diante de si a oportunidade de desfrutar prazer carnal. E não foi apenas uma investida da mulher. Conforme Gênesis 39.10, ela insistiu diariamente por algum tempo: “Deita-te comigo”. Ambientes de poder parecem produzir um certo “encantamento”, inclusive atração sexual. Quem se lança à vida pública deve saber dessa propensão e ter atitude de constante vigilância e oração (Mateus 26.41). Somos todos sujeitos à queda (1 Coríntios 10.12; Tiago 5.17).

Prudente, José “evitava ­ficar perto” da mulher de Potifar (Gênesis 39.10, NVI), até que um dia, aproveitando que estavam sós, ela investiu sobre ele. Pegou-lhe pelo manto e voltou a insistir que se deitasse com ela. O jovem hebreu, temente a Deus, deixou com ela a roupa e fugiu (Gênesis 39.11,12). Como sabemos, a perversa mulher acusou José de assédio sexual, o que lhe custou a liberdade (Gênesis 39.20). O Senhor, porém, estava com ele, e do cárcere o tirou para ser o governador do Egito, desfecho que jamais teria ocorrido se José tivesse caído em transgressão.

A lição que fi­ca é: a política se desenvolve em ambientes hostis, sujeitos a circunstâncias envolventes e sedutoras. Quem decide ir para a vida pública precisa estar consciente de que as estruturas de poder favorecem ofertas pecaminosas, inclusive sexuais. Mesmo na direção de Deus, o cristão é sujeito a tentações. Para sobreviver na fé, precisa conservar-se puro. Fazendo assim, o Senhor permanece conosco em todas as situações.

5. Sensibilidade espiritual. Neemias era copeiro do rei persa Artaxerxes quando soube da situação caótica em que se encontravam Jerusalém e seus moradores (Neemias 1.1-3). Ao ouvir falar do quadro desolador que imperava na cidade, fi­cou profundamente sensibilizado: “Quando ouvi estas palavras, eu me sentei, chorei e lamentei por alguns dias. Fiquei jejuando e orando diante do Deus dos céus” (Neemias 1.4). Neemias não esboçou qualquer projeto político pessoal. Seu coração estava realmente triste pela situação do povo de Jerusalém. Abatido, pôs-se a jejuar e orar, suplicando a Deus.

Ah, se todo projeto político nascesse de corações como o de Neemias, que não estava voltado para cargos ou posições de destaque por vaidade pessoal. Que olhem para os quadros sociais desoladores e os apresentam a Deus, esperando dEle uma resposta. Neemias não precisou se articular. A providência divina fez com que o próprio rei notasse seu estado de tristeza e lhe desse os meios necessários para ir a Jerusalém reedi­ficar os muros da cidade (Neemias 2). Quando esperamos em Deus, Ele age em nosso favor. Foi assim que Neemias tornou-se o governador de Judá. Sua sensibilidade espiritual foi fundamental não apenas para o processo inicial, de comissionamento real, mas para resistir às inúmeras oposições e estratégias malignas dos opositores do projeto de restauração da cidade. Participar da vida pública inspirado em Neemias é ver os problemas humanos não apenas sob a ótica natural, mas espiritual, e rogar a Deus pela sociedade que nos cerca. Se for Sua vontade, Ele pode nos usar para minimizar crises e dar testemunho de Sua graça nos espaços públicos, sem jamais perdermos a verdadeira esperança, que aponta para cima, para a Cidade Celestial (Filipenses 3.20; Apocalipse 21.1-4).

Conclusão

Não há como viver em sociedade sem tratar de assuntos de interesse coletivo, deliberar sobre eles e estabelecer regras gerais de convivência. Nesse aspecto, a política surge como uma atividade imprescindível para a vida humana, para a promoção do bem-comum em áreas vitais, que não se restringem ao âmbito individual ou privado. Questões de interesse geral, como saúde, educação, transportes e segurança pública, precisam ser geridas sob parâmetros que prevejam claramente direitos e deveres para toda a coletividade, administrados segundo um sistema de governo central.

Como cidadãos desta terra, temos legitimidade para participar desse processo, votando e sendo votados. Aos que Deus vocaciona para atuar na esfera pública, há muito o que fazer, desde que seguindo os princípios estabelecidos nas Escrituras, com temor, honestidade, verdade e justiça, sem ignorar ou negar a pecaminosidade da natureza humana e mantendo viva a esperança escatológica: “Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura” (Hebreus 13.14).

Referências bibliográficas

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XXI. 3ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.

KOYZIZ, David T. Visões & Ilusões Política. 1ª ed. São Paulo: Vida Nova, 2014.

MERRILL, Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento. 1ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001.

VAUX, Roland de. Instituições de Israel no Antigo Testamento. 1ª ed. São Paulo: Vida Nova, 2004.

por Silas Queiroz

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