As implicações da mensagem do Senhor em Joel 1.5 também se aplicam aos nossos dias?
“Despertai, ébrios” (Joel 1.5 – ARC). É assim que Deus adverte os habitantes de Jerusalém na época do profeta Joel. Ele os chama de “ébrios”, uma expressão bastante sugestiva, pois faz referência àquele “que está alcoolizado; bêbado”. (1)
Esse era precisamente o estado moral e também espiritual do povo
de Judá: embriagados, com a mente e os sentidos desorientados, perdidos em seu
próprio andar. Devido a esse entorpecimento, como bem aponta Donald Stamps, “a
sensibilidade moral dos israelitas para com o pecado e o mal ficou tão embotada
que os impedia de reconhecer que, de fato, haviam ofendido a santidade de
Deus”. (2)
O povo de Judá é, aqui, acusado de dormência e embriaguez
moral e espiritual, o que produzia um trágico resultado: insensibilidade. Esse
era o grande pecado dos israelitas: falhar em perceber a mão de Deus, que
castigava e trazia juízo sobre os pecados cometidos, e falhar também em
perceber a voz de Deus falando ao Seu povo.
A insensibilidade é extremamente danosa, pois nos torna indiferentes
tanto ao que acontece conosco quanto ao que ocorre ao nosso redor. A
insensibilidade moral e espiritual de Judá o levou a um estado profundamente
lamentável: “O pecado já não os incomodava, e a distância de Deus não causava mais
estranheza”.
Os tempos mudaram, mas o pecado permanece o mesmo. Um dos
maiores problemas de nossa geração é exatamente este: a insensibilidade. Isso
se deve a muitas “bebidas” modernas que têm causado uma espécie de embriaguez no
povo de Deus, fazendo com que a sensibilidade moral e espiritual escape por
entre as brechas. Os “vinhos” de hoje são outros. Infelizmente, na nossa
geração, o grupo dos “embriagados” só aumenta.
“Embriagados” de redes sociais, de horas de lazer, de
celular, de prostituição, de esnobismo, de poder, de dinheiro, e de tantas outras
coisas. E a sensibilidade à voz do Espírito? Tem se esvaído, escorrendo pelos
dedos.
É por isso que muitos vão à igreja, participam de um culto repleto
da presença de Deus, mas não conseguem entrar na atmosfera da adoração. Outros sequer
percebem a presença divina no ambiente, pois já não conseguem mais sentir o
poder de Deus nem se concentrar mais no culto prestado. Deus tem o remédio e nos
chama hoje para uma vida de maior sensibilidade. As distrações precisam ser
removidas. Não se acostume a não sentir a presença de Deus. Se você não está
mais ouvindo, não é porque Deus não está falando, mas porque, de algum tempo
para cá, você, quem sabe, tem se “embriagado” com tantas coisas, e isso tem lhe
feito perder a sensibilidade. Desperte enquanto é tempo, ébrio! Chega de
insensibilidade. Deus está nos chamando para um quebrantamento!
NOTAS
(1) Dicionário Houaiss. Objetiva, 2009, p.718
(2) Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD, 1995, p.1288.
Compartilhe este artigo. Obrigado.

Postar um comentário
Seu comentário é muito importante