Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16)
Alguns zombam da esperança dos crentes sobre a vida eterna, outros a acham uma ilusão, um escape onde os fracos se apoiam. Todavia, a crença na eternidade permeia as mais diversas religiões. Até mesmo crenças tribais manifestam sua forma de ver a eternidade. Mas, ninguém melhor para falar sobre a vida eterna que Jesus Cristo, pois Ele veio ao mundo “para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Jesus demonstrou o valor da vida eterna em um encontro casual
com um homem rico. Temos essa narrativa em Marcos 10.17-22; o homem perguntou para
Jesus: “Bom mestre, que farei para herdar a vida eterna?
A pergunta dele nos mostra que o clamor da eternidade se faz
ecoar até mesmo no coração daqueles que desfrutam das benesses do dinheiro.
Pode-se tentar sufocá-lo de muitas formas, mas ele estará sempre ali, manifestando-se
vez ou outra. Nessa pergunta também está implÃcito o conceito equivocado de que
a vida eterna é algo que o homem possa alcançar por meio de obras. Quantos não
estão iludidos, pensando dessa forma?
Assim como as boas obras, a religiosidade também é insuficiente
para dar a vida eterna a alguém. Aquele homem era religioso, mas não tinha a
convicção da vida eterna. Ele disse que guardava os mandamentos desde a sua mocidade,
mas o tempo vivido dentro da sua religião também não lhe dava essa convicção.
Deus oferece ao homem algo mais do que simples prática religiosa. Ele oferece a
Sua graça por meio de Jesus.
As Escrituras são claras ao dizer que: “Pela graça sois
salvos, por meio da fé, e isso não vem de vós; é dom de Deus; não vem das obras
para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8,9).
A vida eterna não vem daquilo que o homem possa fazer, mas daquilo
que Deus fez, por intermédio de Cristo. Basta ao homem crer. O Senhor sabe que o
homem não necessita primeiramente de práticas religiosas, mas de transformação interior.
Jesus disse a Nicodemos: “Aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de
Deus” (João 3.3).
O novo nascimento é a ação do EspÃrito Santo no coração do homem
que o leva a uma transformação radical. É a mudança, não apenas de práticas e
rituais, mas de coração. No novo nascimento, não é o homem que diz como as
coisas devem ser ou que regras devem ser seguidas, mas é Deus quem tem o controle,
pois “o vento assopra onde quer” (João 3.8). No novo nascimento, a vontade humana
é subjugada pela soberana vontade de Deus, assim como Saulo, que ao cair por
terra sujeitou-se a Cristo ao dizer: “Senhor, que queres que faça?” (Atos 9.6).
No novo nascimento, Deus se torna o Senhor da vida do homem. Jesus ocupa o
trono do coração e a vida flui de dentro para fora.
O homem rico estava diante da graça de Deus, mas seu coração
estava fechado. Jesus toca no cerne do problema daquele homem, que era o seu
apego à s riquezas, ao dizer-lhe: “Vai, vende tudo quanto tens, dá-os aos pobres
e terás um tesouro nos céus, e vem e segue-me”. Vemos, então que embora ele
estivesse interessado pela vida eterna, não estava disposto a desfazer-se daquilo
que realmente ocupava o seu coração, pois recusou a proposta de Jesus. Na verdade,
ele encarava a vida eterna, não como a coisa mais preciosa que poderia ter, mas
como um algo mais a somar ao que ele já tinha.
A vida eterna é o bem maior que Deus quer dar ao ser humano.
Se não a encarar dessa forma, o homem fatalmente jamais vai alcançá-la. Jesus contou
uma parábola dizendo que “o reino dos céus é semelhante ao homem negociante que
busca boas pérolas; e, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo
quanto tinha e comprou-a” (Mateus 13.45,46). Vendeu tudo porque encontrou a mais
valiosa! Bem diferente do homem rico que não considerou o real valor da vida eterna.
O escritor aos Hebreus disse: “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma
tão grande salvação?” (Hebreus 2.3).
Veja que forma triste termina a narrativa sobre daquele
homem: “Mas, ele, contrariado com essa palavra, retirou-se triste, porque possuÃa
muitas propriedades” (Marcos 17.22). Ele ficou contrariado com a palavra de Cristo,
quando na verdade deveria se sujeitar a ela. Retirou-se triste da presença
dAquele que podia lhe dar a verdadeira alegria.
Chegou interessado, saiu amargurado. E tudo isso porque possuÃa
muitas propriedades. Continuaria rico, mas a tristeza permaneceria em seu coração
porque não teria o mais importante. Se tivesse atendido ao conselho de Cristo,
sentiria a verdadeira alegria no coração. Alegria essa, que as muitas propriedades
não podem dar e nem o dinheiro pode comprar: a alegria da vida eterna. Somente
os salvos em Cristo podem senti-la. O homem rico fez a escolha dele naquele
dia, diante de Jesus. E qual será a sua hoje?
por Edvaldo Bueno
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