História de fé demonstra como Deus age além dos limites humanos e médicos
O sonho da maioria das mulheres é um dia ser mãe. Porém, quando, por algum motivo, isso não acontece, logo vem a frustração. Imagine, então, ter essa chance interrompida por três vezes. Sem dúvidas, é algo muito doloroso. Foi o caso da irmã Bruna Camila Leoncio. Casada desde 2001 com o evangelista Marcos Leôncio, ela sempre teve o desejo de gerar. Por volta de 2004, Bruna e o marido começaram a tentativa de engravidar, mas a gravidez não acontecia. Quase dois anos tentando, ela ficou preocupada e resolveu procurar o médico, que deu a notícia que veio destruir seus planos. “Descobri que eu tinha problemas de ovulação, meu organismo não ovulava naturalmente. Iniciei um tratamento com medicamentos, cheia de esperança, mas, após um ano de tratamento, nada aconteceu”, disse.
Em 2013, o casal resolveu tentar de novo. Bruna retornou ao
médico para verificar o que poderia ser feito, ele confirmou o diagnóstico, mas
passou um novo tratamento. Dois meses depois, veio a notícia que tanto
esperava: estava grávida! “Foi uma alegria indescritível. Era a realização de um
sonho que aguardávamos há muitos anos. Nós nos sentíamos como aqueles que
sonham, sem acreditar que aquilo realmente estava acontecendo”, lembra Bruna.
Mas, a alegria durou pouco. Ao realizar a primeira ultrassonografia com dois
meses de gestação, o médico constatou que havia apenas o saco gestacional. Não
havia embrião. “Era uma gravidez anembrionária. Foi um choque muito grande. O
médico pediu que aguardássemos uma semana, pois poderia ter ocorrido uma
ovulação tardia”, explicou.
Dois dias depois, Bruna teve forte sangramento e foi levada
ao hospital às pressas. Para tristeza de todos, havia perdido o bebê. Três meses
depois, o médico disse ao casal que eles poderiam tentar novamente. Mas foi no
final de 2013 que ela engravidou pela segunda vez. Naquele momento, a alegria voltou,
mas acompanhada de muito medo. E antes de completar dois meses, Bruna perdeu o
segundo bebê. “Dessa vez precisei passar por uma curetagem. Foi um dos momentos
mais difíceis da minha vida. Enquanto muitas mulheres entravam na maternidade
para dar à luz e sair com seus bebês nos braços, eu saía de lá com os braços vazios”,
lembrou. Foi então que o casal decidiu aguardar mais um tempo para que Bruna
pudesse se recuperar emocionalmente.
Em 2016, o casal resolveu tentar novamente. Uma semana
depois do tratamento, Bruna descobriu que estava grávida, mas, como das outras
duas vezes, perdeu o bebê. “Depois disso, decidi descansar no Senhor, mas não
foi fácil. O sonho de ser mãe continuava vivo dentro de mim. Eu era dirigente
de congregação e participava da organização das comemorações do Dia das Mães na
igreja. Eu fazia tudo com muito amor e alegria, mas, quando chegava em casa,
muitas vezes chorava em silêncio”, disse.
Os anos se passaram e, em 2019, Bruna resolveu procurar um
especialista em infertilidade. Após vários exames, o médico foi enfático: “Ele
me disse que praticamente eu não tinha chances de engravidar. Pois, além da dificuldade
de ovulação, eu tinha ovários policísticos, miomas no útero e focos de
endometriose. Segundo ele, para tentar engravidar, eu precisaria tratar todas essas
condições primeiro e, mesmo assim, não havia garantia de gravidez. Aquilo me
abalou profundamente”, declara. No período da pandemia da Covid-19, Bruna achou
melhor parar o tratamento e buscar mais o Senhor. Mas foi em 2022 que ela
decidiu colocar um propósito no coração: descansar totalmente no Senhor.
Durante a caminhada cristã, o casal sempre orava nesse sentido de aumentar a
família, mas, naquele ano, Bruna passou a participar mais das campanhas de
oração e fazer propósitos específicos por esse milagre. Mesmo assim, muitas vezes
a dúvida chegava ao coração dela. “Será que realmente é da vontade de Deus que
sejamos pais?”, indagava. Mas Deus sempre renovava a promessa.
E em uma dessas campanhas de sete semanas ininterruptas de oração
por milagres, um presbítero se aproximou de Bruna e intercedeu pela vida dela.
Naquele momento, o Senhor o usou dizendo que estava realizando uma cura.
“Naquele momento, senti algo muito forte, sobrenatural, e guardei aquela
palavra no meu coração”, conta. Mesmo assim, a desesperança veio ao coração quando
novamente, em abril de 2022, retornou ao médico e ouviu o mesmo diagnóstico.
Naquele instante, Bruna perguntou a Deus onde estavam as promessas que o Senhor
havia feito para ela. No mês de junho daquele mesmo ano, a jovem senhora
participou de um culto de mulheres e pediu a Deus uma resposta. No mês
seguinte, exatamente duas semanas após fazer o seu aniversário de 40 anos, alguns
sintomas começaram a surgir, como falta de apetite, muito enjoo e sono. Aquilo
a incentivou a comprar um teste de gravidez na farmácia. Para surpresa dela, o resultado
deu positivo. Mas, para ter convicção, ela correu a um laboratório e realizou o
exame de sangue. Resultado: positivo. Naquele momento, uma mistura de sentimentos,
entre alegria e medo, permeava a sua mente: “Será que dessa vez eu vou
conseguir levar a gravidez até o fim?”. O casal concordou em não comentar com ninguém
até completar três meses.
Na primeira ultrassonografia, o medo veio forte ao coração
por temer receber notícia ruim, mas o médico disse: “Escute o coração do seu
bebê”. Aquele momento foi emocionante, mas foi somente no exame quando ela
estava com cinco meses que o coração de mãe se acalmou. Quando o médico anunciou
que era uma menina, Bruna lembrou que, em 2008, o marido havia tido um sonho
que era pai de uma menina. Em 15 de março de 2023, Giovana vinha ao mundo.
“Giovana é a prova viva de que aquilo que é impossível para os homens é
possível para Deus”, afirma o casal. Ela completou 3 anos e, com os pais, adora
a Deus na Assembleia de Deus Betesda 16, Novo Horizonte, Porto Velho (RO).
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