Uma recente pesquisa realizada pelo PoderData, entre os dias 24 e 26 de janeiro deste ano, aponta que 68% dos brasileiros dizem ser contrários à legalização do aborto no país. Este é o maior índice registrado desde o início da série histórica do PoderData sobre o tema, iniciada em 2021. O número representa um aumento de dois pontos percentuais em comparação ao mesmo período do ano anterior. Do total de 2.500 entrevistados, em 111 municípios nas 27 unidades da Federação, 22% declaram ser a favor da descriminalização do aborto e 10% não souberam opinar sobre o tema. De acordo com o estudo, a rejeição ao aborto permanece predominante em diferentes faixas etárias, níveis de escolaridade e regiões do país.
Os dados mostram a taxa mais alta entre moradores da região Sul
(74%) e os que ganham mais de 5 salários mínimos (72%). Além disso, as pessoas
de idade entre 25 e 44 anos, que englobam os millennials e a Geração Z, são as
mais contrárias ao aborto (70%). Em seguida, estão os baby boomers (69%), população
com mais de 60 anos. Atualmente no Brasil, o aborto é permitido apenas em
situações específicas previstas em lei, nos casos de gravidez resultante de estupro,
risco à vida da mãe ou anencefalia do feto. Mesmo com essas exceções legais, o
tema segue constantemente no centro de debates políticos, jurídicos, éticos e
morais.
Como cristãos, defendemos a vida desde a concepção. A Bíblia
apresenta a vida humana como um dom de Deus e afirma o seu valor ainda no
ventre materno (Salmo 139.13). Esse entendimento reforça a responsabilidade de
proteger a vida em todas as suas fases. Doutor em Teologia Sistemática e mestre
em Ciências das Religiões, pastor Douglas Baptista, comentarista de Lições
Bíblicas da CPAD, cita o conjunto de normas que regem a nação para reforçar a
defesa do direito à vida para todos. “A prática de abortamento – assassinar um inocente
e indefeso ser no ventre da mãe – é um atentado contra a inviolabilidade da
vida e um insulto à dignidade da pessoa humana. Para nós, cristãos, o ordenamento
jurídico é claro, isto é, o direito à vida não pode ser mitigado por qualquer
outro direito, haja vista que todos os demais direitos são oriundos do direito
à vida”, enfatiza pastor Douglas.
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