Terroristas sequestram 177 cristãos

Terroristas sequestram 177 cristãos


Radicais fulanis ocuparam igrejas e uma classe de Escola Dominical

Extremistas da etnia fulani invadiram três igrejas em Kaduna, na Nigéria, e sequestraram 177 cristãos. A ofensiva, que aconteceu no dia 18 de janeiro, foi confirmada ao portal de notícias Truth Nigeria por moradores de Kurmin Wali, uma vila cristã no sul daquele estado.

Na ocasião, eles revelaram que 11 vítimas conseguiram escapar. Os outros 166 cristãos (conforme as últimas atualizações) seguem em cativeiro após radicais ocuparem as igrejas Querubim e Serafim e uma classe da Escola Dominical da Igreja Evangélica Vencedora de Todas as Nações (ECWA). Com o país sob pressão da administração dos Estados Unidos, presidida por Donald Trump, para pôr fim à violência contra os cristãos, o governo do estado de Kaduna e a Polícia Federal da Nigéria negaram que quaisquer sequestros tivessem ocorrido em Kurmin Wali. Mas, no dia 20 de janeiro, a polícia divulgou um comunicado reconhecendo os sequestros. “Estávamos na igreja orando quando terroristas fulani surgiram de três direções”, disse a secretária da Igreja Querubim e Serafim, Yunana Dauji. “Eles estavam armados com fuzis AK47 e cercaram a igreja. Avisaram que qualquer um que tentasse fugir seria baleado”, completou. “Os agressores se identificaram como fulanis e forçaram os fiéis a irem com eles até a segunda igreja, resultando no sequestro de mais de 50 cristãos de ambas as congregações”, disse. O secretário da ECWA, Joseph Bawa, afirmou que os fulanis invadiram a igreja no momento em que uma aula da Escola Bíblica Dominical estava prestes a começar. “Eles invadiram a igreja gritando [o slogan jihadista] ‘Allahu Akbar’. Eles nos avisaram para não corrermos ou seríamos mortos”, disse.

Segundo relatos, eles reuniram os fiéis dessa igreja com os de outras congregações e os levaram para uma área de mata próxima. Disseram que estavam indo para a floresta de Rijana, onde outras vítimas de sequestro eram mantidas em cativeiro e torturadas. Em declaração emitida no dia 20 de janeiro, o superintendente-chefe de Polícia Benjamin Hundeyin afirmou que os comentários feitos pelo comissário de Polícia do estado de Kaduna visavam evitar pânico desnecessário enquanto os fatos estavam sendo confirmados. “A verificação subsequente por parte das unidades operacionais e fontes de inteligência confirmou que o incidente de fato ocorreu. A Polícia Federal ativou operações de segurança coordenadas, com o objetivo de localizar e resgatar as vítimas em segurança e restabelecer a calma na área”, finalizou.

A Nigéria está na 7ª colocação no ranking dos 50 países mais hostis aos seguidores de Cristo.

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