Deus age em cirurgia e surpreende médicos, que davam 99% de chance de sequelas
O pastor André Ribeiro Nunes pode declarar que Deus operou um grande milagre em sua vida. Tudo começou na madrugada do dia 21 de setembro de 2011, quando o servo do Senhor acordou com formigamento na perna esquerda. Naquele momento, ele não se preocupou, mas, ao amanhecer, a dor passou a ser preocupante, pois irmão André tentou se levantar para fazer suas tarefas rotineiras e não tinha força na perna. “Eu tinha uma reunião na igreja, liguei cancelando o compromisso e fui para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, ligado ao SUS e referência na Zona Norte de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Ao chegar lá, fiz exames clínicos e, após pegar os resultados, não esperei atendimento médico e fui para casa, por acreditar que estava tudo bem”, lembra.
Na madrugada do dia seguinte, ele novamente sentiu dor ao se
levantar, mas dessa vez era pior: ele não conseguia firmar o pé no chão e caiu.
“Chamei um amigo, que também é pastor, e pedi para me levar ao hospital. Já fui
sem força no braço esquerdo e sem conseguir pisar”, conta.
Ao chegar lá, por volta de 5h da manhã, pastor André passou logo
por uma tomografia, mas, como é diabético, precisou ser sem contraste. Duas
horas depois, veio o resultado, mas o médico deu o diagnóstico ao amigo do pastor
André, por causa da gravidade da situação. “O médico disse que eu era muito
novo — eu tinha 41 anos — e afirmou que, mesmo sem contraste, apareceu um tumor
de 4,5 cm de circunferência por 3,9 cm de profundidade, ou seja, extremamente
acentuado. O tumor estava empurrando o meu cérebro e estava grudado no cerebelo,
por isso eu não tinha força na perna e no braço”, explica.
Com isso, pastor André foi encaminhado para outro hospital
da mesma rede, o Cristo Redentor, que é especialista em neurologia e
traumatologia. “Cheguei lá por volta de 8h45 e fui logo atendido pelo neuro. Às
11h30, eu já estava internado. Foi tudo muito rápido”, conta.
Naquela mesma noite, ele ligou para a esposa, Cristiana dos
Santos Nunes, ao perceber que já estava conseguindo levantar o braço. “Eu disse
a ela: ‘Oh, amor! O milagre começou, é Deus realizando o milagre’”, recorda.
Mesmo com a melhora, irmão André ficou 15 dias no hospital
realizando exames, pois os médicos desconfiavam que ele também tivesse tido AVC
transitório, mas nenhum resultado confirmou esse diagnóstico.
A cirurgia foi marcada para o dia 6 de outubro. Na tarde do dia
anterior, ele e a esposa precisaram assinar um termo, pois poderia haver
intercorrências durante o procedimento, como infecção no cérebro, meningite, entre
outras.
Mais tarde, o médico foi vê-lo e disse que o quadro poderia
se agravar após a cirurgia. “Ele disse que eu teria 99% de chance de usar
bengala pelo resto da vida, porque o cerebelo controla o equilíbrio. Depois, o
médico ainda olhou para a minha Bíblia, que estava ao lado da cama, e me disse:
‘Tu nunca mais vais falar nada na tua igreja, porque essa camada do cérebro
também controla a fala. Vai ficar sem voz no primeiro momento; depois, com treinamento
fonoaudiológico, vai voltar a falar sem taxa vocal. Quer dizer, tu vais falar um
minuto ou dois e a voz vai sumir. Então, nunca mais vai falar nada na tua
igreja’. Eu respondi a ele: ‘É mais fácil eu ir para a eternidade do que eu parar
de falar pelo chamado que eu tenho. Deus me chamou para uma obra. Então, eu não
vou parar de falar’”, lembra.
Por ser uma cirurgia delicada, começou às 7h da manhã, com previsão
de término às 16h. Mas, para surpresa de todos, ela terminou às 10h45. “Acordei
na UTI e vi a enfermeira colocando o saturador em mim e o aparelho de pressão.
E ainda brinquei com ela e disse: ‘Moça, minha cirurgia foi um sucesso’. Ela me
pediu para balançar a perna e o braço. Balancei e estava falando normalmente.
Lembrei-me do que aquele médico havia falado. A voz saiu perfeitamente. Então, ela
me disse: ‘Ah, realmente, foi um sucesso’”, conta.
No dia 11 de outubro, André recebeu alta hospitalar. No dia 19,
retirou os pontos, todos cicatrizados. Depois disso, seguiu a vida normalmente
e, todo ano, fazia uma consulta regular para acompanhamento, e tudo estava
normal.
Três anos depois da cirurgia, ele entendeu o processo que Deus
realizou naquele dia. Em uma consulta rotineira, a doutora que o atendeu havia
sido a instrumentista na cirurgia e lembrou-se dele ao vê-lo. “Ela me disse:
‘Lembro bem da sua cirurgia, pois o que eu vi na tua cabeça eu vou envelhecer e
não vou esquecer’. Na hora, até duvidei que ela tivesse se lembrado de mim, mas
depois ela me falou: ‘Não sei se existe tumor bonito, mas o teu tinha cor de
pérola, era um tumor já calcificado, um tumor antigo, todo por escamas, mas era
um tumor muito bonito’. Na época, eles tinham uma feira internacional dentro do
hospital, e ela me disse que levaram aquele tumor para estudar, para ver o que
era que eu tinha’”, relata.
André ouviu da doutora que parecia que ele já tinha feito
outra cirurgia antes, pois, quando abriram a cabeça dele, o tumor havia mudado
de lugar. “Ela me disse: ‘Nós havíamos visto na tomografia o tumor empurrando o
cérebro. Mas, quando nós tiramos a parte do couro cabeludo, o tumor estava tirando
o osso; nós vimos o tumor saindo pra fora, o tumor inteiro saltou em uma
bandeja’. E acrescentou: ‘Não fizemos nada, apenas limpamos a tua cabeça,
porque o mais importante já tinha acontecido. O tumor tinha trocado de lado e já
não estava empurrando mais o cérebro’. Glória a Deus! Por isso não tive
sequelas nenhuma. Deus havia feito milagre”, testemunha irmão André.
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