Não há como falar de história, cultura, religião, tradição ou formação de um povo sem nos lembrarmos de Israel. Um povo único, com uma história única e com um Deus único, que atua diretamente em sua história.
Falar em Israel, sua historicidade, seus fracassos e suas conquistas
é falar sobre as profecias Sagradas, vaticínios que tem início, meio e fi m, todas
dentro de uma cronologia e controle total do Soberano Criador de todas as
coisas.
Esta nação escolhida por Deus sempre teve seu trajeto demarcado
pelo Soberano, mesmo removendo-se em sua obstinação em olhar para as nações pagãs;
olhar este que nunca fi cou sem correção do Pai Amoroso e sempre presente. Podemos
ver quão cuidadoso foi o Senhor na formação da nação durante sua peregrinação no
deserto transformando ex-escravos acostumados com a servidão, os costumes pagãos
de uma super potência da época. Até a cosmogonia era outra, aliás, como era
diferente a de todas as nações vizinhas, porém, nos quarenta anos de peregrinação
houve uma formação com informação do céu moldando um povo que geraria muitos
profetas, apóstolos e de onde viria nosso Salvador Jesus Cristo.
Durante o cisma entre Norte e Sul houve mais uma tentativa de
descaracterizar a nação escolhida por Deus, com Jeroboão deslocando o centro de
adoração de Jerusalém para Betel e Dã com os bezerros de ouro que com seu brilho
seduzia o coração dos incautos culminando em uma destruição futura. O mesmo
acontece com o reino do Sul com formas diferentes, porém, tendo como desfecho o
cativeiro babilônico.
Em dias atuais vemos uma orquestração a nível mundial no sentido
de descredenciar Israel como sinalizador dos acontecimentos escatológicos.
Menosprezar este pequeno país em extensão territorial, mas, gigante em história
e inigualável em geopolítica, de significados espirituais fundamentais para a
fé cristã é negar a própria Bíblia e se negarmos as Palavras Divinas, como seremos
infelizes. O que em primeiro plano fala de tolerância, novas políticas e até mesmo
novos conceitos religiosos desviando o foco da Bíblia e relegando Israel para um
plano inferior constitui-se em uma tentativa de vedar os olhos para a
escatologia.
Quanto à religião vemos a crescente inserção de símbolos judaicos,
porém, vem estes corroborar com a escatologia ou desviar a atenção dos acontecimentos
futuros? Por que de uns tempos para cá tanta relevância nestes elementos
judaicos? A res posta não é difícil, porém, deve ser firme, quanto mais se vê
elementos fora do contexto cristão, menos se observa os fundamentos bíblicos, pois,
este crescente simbolismo e até podemos ver um sincretismo tira a atenção do
Plano Divino para a vida do homem. O apóstolo Paulo era homem notável em seus
conhecimentos quanto às tradições
judaicas, conhecia como poucos as Escrituras, porém, não deixou
tradições nem tão pouco a pressão religiosa de seus dias o separar do maior tesouro
da vida de uma pessoa: a salvação. “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos
os mais miseráveis de todos os homens” (1 Coríntios 15.19). Não podemos deixar novas
tendências pseudocristãos nos demover do foco principal que é a vinda de nosso
Salvador Jesus Cristo; os amuletos, tão em moda, são verdadeiras ferramentas para
descontruir a estrutura bíblica tão necessária para a vida espiritual sadia.
Outro ponto que devemos prestar atenção é no desenvolver de novas
religiões ou a releitura de religiões antigas, vem estas aparecendo em uma velocidade
extraordinária trazendo seus deuses, suas profecias, seus profetas que
conseguem uma penetração no seio da mídia muito grande. Aparecem como sendo a revolução
para a redenção da humanidade e, junto com todo o seu conjunto religioso, trazem
também seus locais sagrados, que recebem por parte de seus divulgadores status de
místicos sendo considerados como verdadeiros santuários, o local de redenção do
homem. Desprezam, contudo a Terra Santa, os locais onde o Senhor levantou seus
profetas, o monte que fumegava com o poder de Deus, as paragens onde milagres aconteceram,
as cidades onde Jesus caminhou, Israel que testemunhou a ressurreição do
Mestre. Israel não é apenas mais um local sagrado, é a Terra Santa que Deus
escolheu como sinalizador escatológico. E muitos querem preteri-la como um mero
ponto turístico, Israel é muito mais que um destino turístico é o palco do destino
da humanidade.
A tentativa de tirar a importância mundial de Israel sofre outro
ataque frontal visando agora abarcar as gerações mais novas através de uma arma
muito poderosa as produções cinematográficas que tem sido instrumento de
disseminar todo o tipo de heresias e afrontas contra nosso Senhor. Nessas produções
são apresentados heróis cada vez mais distantes do projeto bíblico para o
homem, bem como locais que querem tirar a importância espiritual da Terra
Santa.
E em todo este cenário nenhuma atenção se dá ao relógio
escatológico chamado Israel, de onde acontecerá o desfecho do plano de Deus para
este mundo.
Não podemos desprezar Israel, mas sempre tê-lo como parte integrante
do plano de Deus, não podemos achar somente normalmente os acontecimentos com a
nação Santa, mas, antes vê-los como espirituais, não podemos cessar de orar pela
paz em Jerusalém (Salmos 122.6), não podemos deixar nossa estrutura bíblica ser
confundida nestes últimos momentos da história da humanidade, e sempre
continuar proclamando: Cristo breve virá!
por Gilberto Corrêa de Andrade
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