Quando Deus fez o homem, não o fez para morrer. A morte foi uma consequência da desobediência. Chamamos de morte a separação do ser físico do ser espiritual. O ser pensante e emocional continuará, porque o homem interior é indestrutível.
Tomamos por exemplo o sonho. Enquanto o corpo está
descansando, a mente percorre o mundo, você se alegra, chora, ri, sofre, se
assusta e se sente aliviado, até que se dá conta de que foi apenas um sonho, o
que pode levá-lo a ficar chateado, se o sonho era bom. Assim também é, quando o
nosso corpo chega ao limite da vida e volta à terra: o você “indestrutível” permanece,
entra na realidade eterna.
Jesus Cristo, o Filho de Deus, que veio da eternidade para o
nosso tempo, nos ensinou, em uma parábola, o resultado de uma vida sem o temor
a Deus, egoísta e sem misericórdia. Quando chega ao outro lado da vida, essa
pessoa se depara em um lugar de tormento. Diz o relato:
“Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho
finíssimo e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um
certo mendigo chamado Lázaro que jazia cheio de chagas à porta deste. E
desejava alimentar-se com as migalhas que caiam da mesa do rico, e os próprios cães
vinham lamber-lhes as feridas. E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado
pelos anjos para o seio de Abraão, e morreu também o rico e foi sepultado. E no
Hades ergueu os olhos estando em tormento e viu ao longe Abraão e Lázaro no seu
seio. E clamando disse: Pai Abraão tem misericórdia de mim e manda a Lázaro que
molhe na água a ponta de seu dedo e me refresque a língua, porque estou
atormentado nesta chama. Disse, porém Abraão: Filho lembra-te que recebestes os
teus bens em tua vida, e Lázaro somente males, e agora este é consolado e tu atormentado.
E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que
quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tão pouco os de lá passar
para cá” (Lucas 16.19-26).
Observe que Jesus nos ensina nestas palavras que nosso ser
não morre quando nosso corpo volta ao pó. Saulo de Tarso, um homem que teve um
encontro com o Senhor Jesus e se tornou uma nova criatura, disse aos crentes da
cidade europeia de Filipos: “A nossa cidade está nos céus, donde também esperamos
o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido para
ser conforme o Seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar
também a si todas as coisas” (Filipenses 3.20,21). O apóstolo João teve a
revelação desta cidade, do seu esplendor, da sua glória e da felicidade dos que
nela vão habitar em Apocalipse 21.
Agora você se dá conta dos dois ambientes e das duas situações
que há do outro lado da vida. Certamente, o seu “eu” não desejaria o sofrimento
eterno, não é? Deus também não quer o pior para você, tanto é verdade que “Deus
amou o mundo de tal maneira que deu o Seu filho unigênito para que todo aquele
que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). Disse Jesus:
“Quem ouve as minhas palavras e crer naquele que me enviou, tem a vida eterna e
não entra em condenação, mas passou da morte para a vida. Não maravilhes disto,
porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a Sua voz. E
os que fi zeram o bem, sairão para a ressurreição da vida e os que fi zeram o
mal, para a ressurreição da condenação” (João 5.24,28,29).
Vale a pena seguir a Jesus, porque Ele garante: “Dou-lhe a
vida eterna e nunca hão de perecer e ninguém os arrebatará da minha mão. Não se
turbe o vosso coração credes em Deus crede também em mim, na casa de meu Pai há
muitas moradas, se não fosse assim, eu vo-lo teria dito: Pois vou preparar-vos lugar.
E e eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo
para que onde eu estiver, estejais vós também (João 14.1).
O maior mal ou pecado que você pode cometer é rejeitar, fi
car indiferente e não crer no que Deus providenciou para você: o perdão dos seus
pecados pelo sacrifício de Cristo e uma nova vida em Cristo (2 Coríntios 5.17).
Não incorras neste pecado, mas abra o teu coração e deixa
Jesus entrar e trazer felicidade a tua alma, aqui e na eternidade.
por José Edson de Souza
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