O jejum bíblico é uma disciplina espiritual extremamente importante e, por que não dizer, indispensável à vida espiritual do cristão. Trata-se de um recurso à disposição do crente que, de fato, tem por objetivo ter uma vida espiritual abundante, fortalecendo sua comunhão com Cristo.
Apesar de toda a sua importância e de tudo o que a Bíblia
ensina sobre o assunto, um grande número de cristão ainda não sabe exatamente a
razão pela qual deve jejuar.
Nosso propósito, portanto, nestas linhas, é demonstrar
algumas das principais razões pelas quais todo crente em Jesus deve lançar mão
deste recurso espiritual, porquanto são inúmeros os seus benefícios.
Devemos jejuar porque Jesus nos incentivou a fazê-lo
Há certa controvérsia entre teólogos e estudiosos bíblicos se
houve por parte de Jesus um direcionamento específico aos Seus discípulos
acerca do jejum. Não é nosso objetivo neste momento adentrar esta discussão teológica.
O que desejamos frisar aqui é que o nosso Senhor Jesus não se descuidou deste
assunto. No Evangelho escrito por Marcos, no capitulo dois e versículos 18 a
20, o Senhor Jesus foi questionado pelo fato dos discípulos de João Batista e
os fariseus jejuarem, mas não os Seus discípulos.
O ensino de Jesus no texto bíblico mencionado é esclarecedor
acerca do jejum. Neste texto, fica claro que Jesus ansiava que, após a
conclusão de Seu ministério terrestre, seus discípulos observassem a disciplina
espiritual do jejum bíblico. Enquanto Jesus esteve no exercício de Seu ministério
terreno, a noiva - Seus seguidores - ainda viviam em “lua de mel”. Não havia,
portanto, motivos para a prática do jejum. Ocorre que, retirado o esposo, como
foi, uma nova era teve início e, neste tempo - entre Sua partida e Seu retorno -
a igreja precisa jejuar, e é isso que Jesus espera de nós.
A lição, portanto, que aprendemos com Cristo sobre o jejum é
que, não estando Ele mais fisicamente entre nós, devemos jejuar e o fazemos
porque ansiamos por Seu retorno e lamentamos, neste sentido, Sua ausência.
Além disso, o próprio Senhor Jesus Cristo, nosso maior exemplo,
praticou o jejum. Em jejum, foi levado pelo Espírito ao deserto para ser
tentado e, ali, em jejum e oração, derrotou Satanás, no poder da Palavra de
Deus.
Devemos jejuar porque o jejum é um maravilhoso aliado à
oração
A Bíblia é taxativa ao afirmar que “a oração feita por um
justo pode muito em seus efeitos” (Tiago 5.16b). O sacrifício de Cristo por nós
no Calvário nos abriu o acesso ao Pai e, por meio da oração, podemos chegar
“com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e
achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” (Hebreus 4.16). Orar e
ter a certeza de que Deus ouve a nossa oração é, sem sombra de dúvida, um dos
maiores privilégios que o cristão possui. O véu do Templo foi rasgado de alto a
baixo, o caminho que estava obstruído pelo pecado foi aberto, a dívida do
pecado que fazia separação entre nós e Deus foi paga no alto do Gólgota e,
assim, temos livre acesso ao Pai e o fazemos através da oração.
A disciplina do jejum bíblico potencializa a nossa vida de
oração. É por essa razão que o jejum deve sempre ser acompanhado da oração. O
jejum desassociado da oração torna-se um ritualismo vazio de qualquer sentido
espiritual. Jejuar e não orar é creditar ao jejum um poder místico que ele não
possui.
O jejum, obviamente, não torna a oração mais poderosa. O
Deus que responde às nossas orações é o Deus onipotente e ponto! Alguém, então,
poderia questionar: se o jejum não torna a oração mais poderosa, porque devemos
associar o jejum à oração? A resposta é simples: o jejum torna o crente mais
sensível às reais necessidades e motivações das nossas orações; jejuar auxilia-nos
a abrir o coração e a mente ao fluir do Espírito Santo - o bendito Consolador -,
recebendo Seu auxílio, como Aquele que intercede por nós com gemidos
inexprimíveis (Romanos 8.26). Além disso, o jejum nos ajuda a compreender
melhor as respostas de Deus às nossas orações, assim como aguça nossa audição
espiritual.
Devemos jejuar porque o jejum potencializa o poder do
Espírito Santo na vida do crente
Em certa ocasião, os
discípulos de Cristo se depararam com uma situação um tanto quanto desagradável.
Ao serem procurados por um pai desesperado que levou até eles o filho que estava
oprimido pelos demônios, eles não puderam expulsá-los. Tratava-se, na verdade,
de um espírito maligno que, segundo a Bíblia, era surdo e mudo (Marcos 9.25).
Após o menino ter sido completamente liberto pelo Senhor Jesus Cristo, os
discípulos, sem compreender a razão pela qual não lograram êxito em expulsar
aquele demônio, indagaram ao Senhor: “Por que não pudemos nós expulsar?”. A tal
indagação, nosso Mestre foi taxativo: “Esta casta não pode sair com coisa
alguma, a não sair com oração e jejum” (Marcos 9.28, 29). Não pretendemos entrar
nos pormenores acerca das forças demoníacas neste ensaio, uma vez que este não
é nosso propósito e faltar-nos-ia espaço para discorrermos sobre todas as
nuances do tema. O que pretendemos esclarecer, neste ponto, é que, pela
passagem bíblica em destaque, fica claro que o jejum bíblico potencializa o
poder do Espírito Santo na vida do crente.
O crente em Jesus Cristo, segundo a Bíblia, tem à sua disposição
a plenitude do poder do Espírito Santo. É bastante conhecido de nós, os crentes
pentecostais, o texto de Atos 1.8: “Mas recebereis o poder do Espírito Santo
que há de vir sobre vós e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda
a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra”. Este poder, diz Paulo, é o
mesmo poder que agiu ressuscitando o Senhor Jesus dentre os mortos (Efésios
1.20). Sendo assim, quando afirmamos que o jejum potencializa o poder do
Espírito Santo, não estamos afirmando, como alguns pretendem, que há algum
poder místico no jejum. Ao contrário, o jejum, como disciplina espiritual, trabalha
a mente e coração do crente, de maneira que ele entende que todo o poder
espiritual pertence ao Senhor Jesus Cristo e ele é apenas um instrumento para
ser usado por Deus.
Devemos jejuar porque o jejum é um instrumento de
autocontrole e de renúncia pessoal
Aquele que consegue controlar o desejo de se alimentar certamente
terá muito mais facilidade em controlar outros desejos carnais. O crente que possui
o hábito do jejum tem maiores condições de exercer o autocontrole em várias
outras áreas de sua vida. Uma das qualidades do fruto do Espírito (Gálatas 5.22)
é justamente a temperança. O cristão não é uma pessoa descontrolada,
desequilibrada ou destemperada. Sua vida precisa ser uma demonstração de equilíbrio
e temperança, em todos os aspectos, e o jejum contribui Trata-se de um recurso
à disposição do crente que, de fato, tem por objetivo ter uma vida espiritual
abundante, fortalecendo sua comunhão com Cristo.
Apesar de toda a sua importância e de tudo o que a Bíblia
ensina sobre o assunto, um grande número de cristão ainda não sabe exatamente a
razão pela qual deve jejuar.
Nosso propósito, portanto, nestas linhas, é demonstrar
algumas das principais razões pelas quais todo crente em Jesus deve lançar mão
deste recurso espiritual, porquanto são inúmeros os seus benefícios.
Devemos jejuar porque Jesus nos incentivou a fazê-lo
Há certa controvérsia entre teólogos e estudiosos bíblicos se
houve por parte de Jesus um direcionamento específico aos Seus discípulos
acerca do jejum. Não é nosso objetivo neste momento adentrar esta discussão teológica.
O que desejamos frisar aqui é que o nosso Senhor Jesus não se descuidou deste
assunto. No Evangelho escrito por Marcos, no capitulo dois e versículos 18 a
20, o Senhor Jesus foi questionado pelo fato dos discípulos de João Batista e
os fariseus jejuarem, mas não os Seus discípulos.
O ensino de Jesus no texto bíblico mencionado é esclarecedor
acerca do jejum. Neste texto, fica claro que Jesus ansiava que, após a
conclusão de Seu ministério terrestre, seus discípulos observassem a disciplina
espiritual do jejum bíblico. Enquanto Jesus esteve no exercício de Seu ministério
terreno, a noiva - Seus seguidores - ainda viviam em “lua de mel”. Não havia,
portanto, motivos para a prática do jejum. Ocorre que, retirado o esposo, como
foi, uma nova era teve início e, neste tempo - entre Sua partida e Seu retorno -
a igreja precisa jejuar, e é isso que Jesus espera de nós.
A lição, portanto, que aprendemos com Cristo sobre o jejum é
que, não estando Ele mais fisicamente entre nós, devemos jejuar e o fazemos
porque ansiamos por Seu retorno e lamentamos, neste sentido, Sua ausência.
Além disso, o próprio Senhor Jesus Cristo, nosso maior exemplo,
praticou o jejum. Em jejum, foi levado pelo Espírito para isso. Repito: ao
controlar o apetite, o crente em Jesus está dizendo para si mesmo que sua vida
precisa ser controlada e que ele não pode dar vazão a todo e qualquer desejo,
seja do corpo, da mente ou do coração.
Além disso, quando o crente jejua, ele está praticando a renúncia
pessoal. A Bíblia Sagrada possui diversas passagens, especialmente no Novo
Testamento, ensinando a renúncia pessoal. Este ensino, aliás, é o cerne do Cristianismo.
Foi o próprio Cristo que, ao discorrer sobre o seu discipulado, afirmou: “Se
alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia sua cruz e
siga-me” (Mateus 16.24; Lucas 9.23). Certamente que o negar a nós mesmos, a
qual o Senhor Jesus Cristo se refere, é muito mais do que apenas jejuar.
Todavia, estamos certos de que a prática do jejum também é uma forma de
negarmos a nós mesmos. O cristão que jejua certamente terá muito mais
facilidade para negar a si mesmo, vivendo uma vida de renúncia pessoal diária,
de maneira a poder dizer como o apóstolo Paulo: “Já estou crucificado com
Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo,
na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si
mesmo por mim” (Gálatas 2.20).
Considerações finais
Vimos apenas quatro das muitas razões pelas quais o crente deve
jejuar. Teríamos muitas outras para mencionar, todavia acreditamos que estas
são suficientes para conscientizar o leitor de que o jejum bíblico, aliado à oração,
é uma disciplina espiritual importantíssima e não pode ser negligenciada. Assim
como toda disciplina, especialmente as disciplinas espirituais, como oração e
leitura bíblica, o jejum não é fácil de ser praticado, mas extremamente
necessário. Meu conselho é: comece a jejuar! Não se preocupe com o tempo, mas, sim,
com a qualidade do seu jejum. Esta é uma disciplina espiritual maravilhosa e
que certamente trará muitos frutos espirituais gloriosos para sua vida.
por Luiz Ricardo Carvalho de V. Batista
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